Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 09/05/2018

Nos últimos anos o Brasil vem apresentando preocupantes números de crianças diagnosticadas com obesidade. Segundo o Ministério da Saúde, em 2013, 8% das crianças de 0 a 5 anos eram obesas, e este índice tende a permanecer em crescimento. Isso se deve, principalmente, ao fato de haver um relaxamento dos pais em relação à saúde e educação alimentar dos filhos. Além de fatores biológicos, comportamentais, sociais, culturais e econômicos serem expressamente influentes.

Diante disso, os maus hábitos alimentares estão presentes no cotidiano de grande parte dos brasileiros desde a gestação, em virtude da inadequação alimentícia da mãe, tornando, assim, arriscado o desenvolvimento da obesidade no bebê, fato que aumenta a possibilidade de a criança crescer nessa condição e adquirir, logo cedo, doenças irreversíveis ocasionadas pelo excesso de peso e má alimentação, além de reduzir a expectativa de vida. E ainda, outra circunstância social que agrava esse cenário é a publicidade infantil, que se beneficia financeiramente da falta de conhecimento das crianças no que se diz respeito a uma boa e saudável alimentação. Assim, diante dessa inocência, introduz no mercado diversos padrões de consumo não saudáveis que ganham força através do “marketing” baseado em desenhos animados, consequentemente atraindo a atenção das crianças e induzindo o consumo sem se preocupar com os efeitos negativos ao organismo infantil.

Embora muitas pessoas associem a obesidade com a demasiada ingestão de comida, na maioria dos casos está relacionada com o consumo de alimentos, não necessariamente em grande quantidade, mas de alto valor calórico, alteando o número de crianças com doenças crônicas. Ademais, a atividade física que era comum na infância foi sendo substituída por jogos eletrônicos, diante do grande progresso tecnológico, fomentando também o individualismo e inevitavelmente a exclusão social. Por isso, cabe às escolas desenvolver na criança uma aptidão por esportes, através de aulas de educação física mais dinâmicas e que desenvolvam do mesmo modo a capacidade de trabalho em grupo, já que se trata da futura população brasileira.

Com o fito de minimizar a obesidade infantil no Brasil é necessário que haja difusão de campanhas públicas, elaboradas pelo Ministério da Saúde, direcionada aos pais orientando sobre as formas de prevenção, os perigos e consequências de uma má alimentação para seus filhos, desenvolvendo, assim, a busca e o controle por uma boa nutrição. Torna-se importante também, a fiscalização relacionada ao abuso de publicidade infantil, para que seja respeitado efetivamente os limites instituídos por lei. Ademais, é essencial a educação alimentar nas escolas, para que desde cedo a criança tenha noção da excepcionalidade de uma boa saúde.