Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 09/05/2018
Brás Cubas, o defunto autor de Machado de Assis, diz em suas “Memórias Póstumas” que não teve filhos e não transmitiu o legado da nossa miséria. Talvez hoje ele percebesse acertada sua decisão: as posturas de pais e escolas em relação a alimentação das crianças, é uma das faces mais perversas de uma sociedade que se despe de hábitos saudáveis em nome das facilidades diárias.
É válido considerar, antes de tudo, a falta de dedicação familiar à alimentação de crianças. A fim de ocuparem menos tempo, do seu dia atribulado,acabam por incentivar uma alimentação a base de “fast food”. Lancheiras abarrotadas dessas comidas prontas - sanduíches, pastéis e pizzas- são cada vez mais frequentes em escolas e creches. Essa situação vem preocupando o Ministério da Saúde, pois o que vem ocorrendo é um aumento significativo de doenças crônicas, diabetes e infarto do miocárdio, em crianças e adolescentes.
Cabe apontar também o papel da escola nesse processo. o ensino formal deve orientar a uma alimentação saudável e mostrar a necessidade de fazer do próprio alimento o remédio para as doenças supracitadas, esse ensinamento é milenar e surgiu na Grécia. Porém essa priorização no espaço acadêmico é deficitário, visto que, o que ocorre é uma negligência à alimentação da base da pirâmide etária brasileira. Faltam de atenção essa que se configura em lanches poucos saudáveis e comércio de guloseimas dentro das próprias instituições.
Portanto, fica evidente, que a má alimentação na infância causa prejuízos a saúde e deve ser combatida. Para isso, o governo deve fiscalizar escolas, limitando venda de alimentos inadequados dentro da própria, seguindo de orientações à famílias por nutricionistas de como preparar um alimento saudável. Não menos importante a mídia deve exercer seu papel por meio de propagandas que estimule o consumo de alimentos nutritivos - sempre seguida de perto por ONGs (Organizações Não Governamentais.) e comissões que agarrem essa bandeira.