Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 10/05/2018
De acordo com o Ministério da Saúde, uma em cada três crianças brasileiras entre 5 e 9 anos está com excesso de peso, ou seja, 15% acima do valor médio correspondente para idade. Nesse contexto, deve-se analisar como a publicidade abusiva e a falta de atividades físicas influenciam na problemática em questão.
Em primeiro plano, evidencia-se que após a Segunda Guerra mundial houve um considerável aumento das tecnologias, sobretudo, nas grandes companhias alimentícias, que passaram a produzir alimentos industrializados e pouco nutritivos, a fim de aumentar a economia. Além disso, era preciso um estímulo para o consumo, papel esse, exercido pela mídia até os dias atuais, através de suas publicidades, as quais incentivam o consumismo principalmente por parte das crianças, usando quase sempre brinquedos e super-heróis como forma de atração.
Vale ressaltar, também, que a queda nas atividades físicas é outra desencadeadora da obesidade infantil. O documentário “Muito além do peso” (2012), dirigido por Estela Renner, por exemplo, retrata aspectos importantes. Um deles é o papel dos pais, os quais não estabelecem limites para seus filhos e pouco incentivam a realização de execícios. Por consequência, tal comportamento acaba diminuindo a expectativa de vida e aumentando os riscos de problemas cardiovasculares na vida adulta.
É evidente, portanto, que a obesidade infantil é uma realidade crítica no Brasil, ao passo que além do alto índice apresentado, acarreta várias doenças, como o diabetes. Em razão disso, o Poder Público deve criar novos espaços para atividades físicas e fazer uma regulamentação das leis que abusam das publicidades voltadas, sobretudo, às crianças. Ademais, o Ministério da Saúde, em parceria com a mídia, deve promover propagandas conscientizadoras para o público infantil, por meio de desenhos, com o intuito de incentivar a adoção de uma alimentação saudável, mostrando a importância dessa para o bem-estar e saúde. Dessa forma, o número atual de crianças obesas poderá ser reduzido, e, consequentemente, o número também dos adultos futuramente.