Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 14/05/2018
De acordo com estudos médicos, a obesidade é uma doença crônica relacionada ao sedentarismo e ao excesso de carboidratos e gorduras na dieta alimentar. Além do sobrepeso, os enfermos desenvolvem problemas cardíacos, alterações metabólicas prejudiciais ao organismo e a falta de disposição. Nos dias atuais, os casos de obesidade e seus agravantes tornaram-se recorrentes em crianças e adolescentes, o que indica a involução dos estilos de vida adotados pelas famílias, como a dependência dos alimentos industrializados e a desvalorização da prática de atividade física.
Em primeira análise, é preciso compreender que a incidência da obesidade na infância é o reflexo da baixa qualidade dos produtos disponibilizados para as crianças. Os gêneros alimentícios industrializados possuem elevados índices de sódio, colesterol e conservantes, porém, oferecem praticidade e sabor. Nos supermercados, na maioria das vezes, esses tipos de produtos são oferecidos com preços vantajosos e, quando direcionados ao público infantil, é comum associa-los a publicidade com personagens de desenhos ou brindes divertidos, tornando-os desejáveis. Com todo o marketing desenvolvido para esses alimentos, são abandonadas as opções por frutas, lanches naturais ou carboidratos menos industrializados, o que restringe e prejudica a saúde infanto-juvenil.
Outrossim, a falta de incentivo a atividades físicas e de lazer na infância são fatores que determinam de maneira relevante a vitalidade corporal. Com a verticalização das moradias, principalmente nos centros urbanos, os espaços reduziram-se para a realização de recreações e entretenimentos, o que diminui o gasto calórico das crianças e eleva o nível de sedentarismo e a tendência ao aumento de peso. Sob essa perspectiva, a obesidade infantil deve ser considerada como ameaça ao bem estar social e a saúde pública, afinal, as crianças estão sendo afetadas precocemente por doenças crônico-degenerativas e que, no futuro, poderão custar-lhes a vida.
Visto a abrangência desse assunto na sociedade, há urgente necessidade por soluções. Para isso, os órgãos que abordam a saúde pública, como ministérios e secretarias, devem trabalhar juntos na elaboração de campanhas que divulguem, de maneira objetiva, os efeitos da má alimentação e de que forma é possível substituir os lanches industrializados por opções saudáveis diariamente. Além disso, é necessário a aplicação de leis exigentes quanto aos ingredientes e componentes químicos adicionados aos produtos alimentícios, de forma a restringir e encerrar o consumo de substâncias prejudiciais ao organismo. É necessário, também, a revisão de propagandas abusivas direcionadas ao público infantil, tanto por instituições como pelas famílias, por conta da vulnerabilidade da criança. Como resultado, os efeitos a longo prazo serão benéficos para pais e filhos e garantirão a longevidade das crianças.