Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 16/05/2018
A obesidade infantil é um problema que, há anos, se mostra crescente na sociedade brasileira. Por esse motivo, sabendo-se que a infância é fase de fundamental importância a construção moral, física e intelectual de todo indivíduo e que os hábitos desse período são fatores de grande influência a sua qualidade de vida ao decorrer dos anos, fica evidente a necessidade de conhecer os fatores preponderantes ao aumento desse problema, a fim de combatê-lo e zelar pela construção uma geração saudável.
É preciso apontar, de início, os dados que confirmam tal situação como alarmante. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o Brasil é o 5º país com maior taxa de obesidade, sendo que 15% das crianças menores de 9 anos já sofrem com o problema. Isso se deve, principalmente, aos maus hábitos alimentares, visto que, as redes de “fast-food”, bem como as comidas ricas em gorduras e açucares, são cada vez mais presentes na alimentação infantil em detrimento de uma alimentação saudável e benéfica.
Além disso, outro fator contribuinte para o aumento nos casos de obesidade infantil é a falta de exercícios físicos. A crescente utilização da tecnologia pelas crianças, como forma de lazer, faz com que os esportes e atividades físicas em geral sejam deixados em segundo plano ou, em grande parte das vezes, não sejam praticados em qualquer momento da infância. É desse modo, portanto, que a má alimentação, aliada à ausência de atividades físicas e a negligência dos responsáveis quanto aos hábitos de vida, culmina em uma geração sedentária e propícia ao desenvolvimento precoce de doenças como diabetes, hipertensão e problemas cardiovasculares.
Frente ao exposto, é explícita a necessidade de combater a obesidade infantil no país. Para isso, os Ministérios da Saúde e da Educação, juntamente com as escolas, a fim de conscientizar, principalmente, os responsáveis, devem promover campanhas e debates acerca da obesidade infantil e os problemas acarretados por ela, além da contratação de nutricionistas para a elaboração de cardápios equilibrados e propícios à infância no ambiente escolar. Ademais, os governos municipais devem destinar uma parte da verba pública à criação de projetos, como escolas de futebol e dança, que incentivem a prática de atividade física como meio de combater a obesidade infantil. Desse modo, será possível a construção de uma geração mais saudável, afinal, como afirmou Platão: “o importante não é viver,mas viver bem.”