Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 16/05/2018

De acordo com estudos médicos, a obesidade é uma doença crônica relacionada ao sedentarismo e ao excesso de carboidratos e gordura na dieta alimentar. Além do sobrepeso, os enfermos desenvolvem problemas cardíacos, alterações metabólicas prejudiciais ao organismo e a falta de disposição. Nos dias atuais, essa patologia e seus agravantes tornaram-se recorrentes em crianças e adolescente, o que indica a involução dos estilos de vida adotados pelas famílias, como a dependência dos alimentos industrializados e a desvalorização da prática de atividades físicas.

Em primeira análise, é preciso compreender que a incidência da obesidade na infância é o reflexo da baixa qualidade dos produtos comercializados. Os gêneros alimentícios industrializados possuem elevados índices de sódio, colesterol e conservantes ofensivos ao organismo. Entretanto, por serem vendidos com preços vantajosos e, quando direcionados ao público infantil, associa-se a propagandas com personagens ou brindes, esses produtos tornam-se a primeira opção. Por tudo isto, o cardápio alimentar infantil está cada vez mais danoso a saúde, além do excesso de ingredientes artificiais existe o consumo desmedido destes, sem nenhuma substituição por artigos naturais, como frutas e verduras.

Outrossim, a ausência de atividades físicas e de lazer no dia-a-dia das crianças são fatores que determinam de maneira relevante a vitalidade corporal. Com a verticalização das moradias, principalmente nos centros urbanos, os espaços reduziram-se para a realização de recreações e entretenimentos, o que diminui o gasto calórico, eleva o nível de sedentarismo e o consequente aumento de massa corporal. Sob essa perspectiva, a obesidade infantil deve ser considerada como uma ameaça ao bem estar social e à saúde pública, afinal, as crianças estão sendo afetadas precocemente por doenças crônico-degenerativas e que, no futuro, poderão custar-lhes a vida.

Desse modo, há urgência na resolução da obesidade incidente na infância. Para isso, os órgãos que abordam a saúde pública, como o Ministério da Saúde e as Secretárias estaduais, devem elaborar campanhas que divulguem, de maneira objetiva, os efeitos da má alimentação na infância e a importância de reduzir o consumo de alimentos industrializados. Além disso, é necessária a regulamentação, em nível global, devendo ser realizada pela Organização Mundial da Saúde, acerca dos ingredientes e conservantes químicos adicionados aos produtos alimentícios. Dessa forma, seria garantida a diminuição do consumo de substâncias prejudiciais ao organismo. É necessária, por fim, a orientação das famílias para que sejam adotados hábitos como a leitura das tabelas nutricionais, com o intuito de compreender o real efeito do consumo de um gênero. Como resultado, os efeitos a longo prazo garantirão a vitalidade corporal das gerações futuras.