Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 02/11/2018

Atualmente, 40% da população infantil no Brasil sofrem de  sobrepeso ou obesidade segundo o Ministério da Saúde, devido as mudanças de hábitos alimentares e físicos da sociedade. Além disso, a imoralidade das propagandas infantis contribuem para o consumo de fast food.

Por meio da industrialização, o cotidiano alimentar e de atividades físicas mudou. A comida processada se alastrou pelo mercado, principalmente infantil, sendo consumida diariamente pela sua praticidade, sabor e significativo preço baixo em relação as comidas frescas e caseiras, mas camuflam o alto teor de sódio, açúcar, gordura e conservantes, gerando sérios problemas de saúde como  doenças cardiovasculares e hormonais. Rodeada por tais alimentos em casa, por influência dos pais, e na escola, com a venda de salgados e doces, a criança não desenvolve um estilo de vida saudável.  A situação se agrava em razão do lazer infantil em ambientes fechados, desenvolvendo o sedentarismo, devido a violência e falta de espaços públicos e externos de lazer, principalmente em áreas de classe social média e baixa e ao avanço tecnológico que possibilita diversão por meio de tablets, smartphones e videogames.

A propaganda se tornou um método de persuasão para a compra de produtos não saudáveis, mas que geram alto lucro. O problema dos meios de comunicação se encontra na falta de informação proporcionada ao público sobre os riscos a saúde que muitos alimentos oferecem. Inúmeras empresas de fast food usam de personagens no universo cinematográfico infantil para auxiliar na vendas de seus produtos por meio de propagandas ou brindes. Muitas vezes, a criança só se interessa pelo brinquedo da embalagem ou pela desenho representado e não pela comida.

É perceptível que a criança é um ser moldável, portanto, os cidadãos devem garantir o bem o estar do futuro da sociedade. É fundamental o governo aliar-se as mídias e levar informações ao pais, as escolas e as crianças sobre a composição dos alimentos consumidos, por meio de propagandas, projetos sociais, agentes de saúde e políticas públicas que exijam os índices nutricionais de forma mais clara  nas embalagens. O Estado deve, também, reajustar os impostos sobre produtos naturais, de forma que os tornem mais baratos que produtos industrializados, facilitando o acesso a comida de qualidade pela população, além de proibir o uso de personagens infantis em propagandas e embalagens de comida destinadas as crianças e a criação de espaços públicos de lazer e exercício físico, principalmente em comunidades carentes, influenciando as crianças a evitarem o sedentarismo e, consequentemente, a obesidade. Dessa forma, é possível garantir que o futuro da sociedade brasileira seja saudável.