Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 28/05/2018
É incontrovertível que as taxas de obesidade infantil no Brasil apresentam-se alarmantes e aumentam a necessidade por solução. Desde a expansão dos ideais construídos durante a primeira fase da revolução industrial, a grande demanda capitalista influenciou diretamente o comportamento sociocultural das diversas nações. Nesse viés, a perpetuação comportamental presente nos países desenvolvidos está presente nas nações emergentes em virtude da doutrinação midiática existente no Brasil hodierno.
É fato que o homem desenvolve novas técnicas mediante necessidades e que, nos mais diversos horizontes, as evoluções tecnológicas se intensificam diariamente. Com a chegada da Segunda Revolução Industrial, os meios de produção ficaram cada vez mais práticos, além de que a carga horária de trabalho ficou cada vez maior. No que tange ao setor alimentício, a revolução trouxe consigo outros hábitos alimentares, tais como: a industrialização dos alimentos, o uso excessivo de conservantes, os modelos de “fast-foods” etc. Nesse contexto, as pessoas acabam optando pela praticidade do que pela qualidade, tendo em vista que na maioria das vezes não há tempo o suficiente para fazer uma boa refeição, onde, todos esses fatores resultam num só produto, a tacocracia.
É indubitável que a mídia e seu poder alienador é um problema. Tendo em vista que, a indústria alimentícia está entrelaçada ao poder midiático, levar informações maquiavélicas de forma maquiada sobre algo, está cada vez mais fácil. Por consequência, as redes de fast-foods e embutidos ganham cada vez mais espaço. Em decorrência disso, os índices de obesidade infantil são cada vez maiores. Segundo dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional*, do Ministério da Saúde, mostram que, em 2013, aproximadamente 8% de todas as crianças de 0 a 5 anos eram consideradas obesas no Brasil. Em números absolutos, eram 345.270 crianças nessa condição, dentro da faixa etária, o que representa um aumento de 79,3% desde 2008.
Torna-se claro, portanto, o caráter problemático da obesidade infantil e sua importância, bem como a urgência que o tópico requer. Faz-se necessário uma intervenção governamental com base na estruturação, por meio do Ministério da Educação, promovendo palestras de caráter desmistificador e peças teatrais nas escolas a respeito das consequências da má alimentação, a fim de “extinguir” alimentos que são fontes de substâncias orgânicas (a exemplo, alto teor de lipídios e carboidratos). Outrossim, é mister que haja parcerias entre as escolas e profissionais da área nutricional para que haja uma mudança no cardápio escolar, moldando assim um hábito alimentar saudável.