Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 29/05/2018

Crianças notadamente acima do peso é algo bastante preocupante. Isto porque esta condição lhes traz - e trará! - consequências que poderão perdurar para o resto de suas vidas, como doenças crônico-degenerativas, problemas articulares e posturais, baixa autoestima, entre outros males.

Mas o que levaria a esta situação? E o que poderia ser feito para revertê-la ou, ao menos, mitigá-la?

Entre os fatores que levam a este quadro, três merecem destaque: a má alimentação, a ausência ou a insuficiência da prática regular de exercícios físicos, e má a qualidade do sono. E os pais são os principais responsáveis.

É no seio familiar que a criança recebe as primeiras lições de educação alimentar e sobre os cuidados com o corpo - exercício e repouso. No entanto, os pais tem se descuidado da sua incumbência. Desde cedo disponibilizam aos pequenos alimentos de preparo rápido ou nenhum preparo, com altíssima quantidade de substâncias em quantidades exageradas, como o açúcar.

Outro item com o qual estão em falta é com as atividades físicas, já que não tomam tempo de qualidade para brincar com seus filhos. Ao invés disso, lhes disponibilizam toda sorte de aparelhos eletrônicos, levando-os ao sedentarismo e expondo-os a um alto grau de estímulos mentais, o que lhes altera qualidade do sono.

O estado também tem a sua parcela de culpa através da alimentação oferecida na escola, que nem sempre contempla as reais necessidades nutricionais dos pequenos, e pela falta de locais que oportunizem a prática regular de atividades físicas, o que inclui a própria escola, pois apenas 1/3 possui estrutura para tais práticas.

Assim, para combater a obesidade infantil é necessário que pais e governo assumam responsabilidades. Os pais cuidando melhor de seus filhos, proporcionando boa alimentação, atividade física e repouso de qualidade. O estado dando toda estrutura necessária para ajudar nesta árdua missão.