Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 04/06/2018
Má alimentação. Falta de instrução. Sedentarismo. Doenças crônico-degenerativas. Estes são alguns dos fatores decorrentes da crescente incidência da obesidade infantil no Brasil atual. E, embora, esta realidade seja banalizada por parte da população, convém analisarmos as bases intrínsecas ligadas à esta condição. Seja pela influência da publicidade midiática, haja vista o ritmo acelerado da modernidade, muitos desafios compõem as dificuldades em se combater a obesidade.
É indubitável que a Revolução Industrial contribuiu, de maneira significativa, com o advento da alimentação inadequada. Segundo o sociólogo polonês, Zygmund Bauman, no contexto de modernidade líquida, o imediatismo se perpetua decorrente da rapidez com que se flui as relações. De maneira análoga, o avanço de mecanismos que favoreceram a industrialização, possibilitaram maior produção de alimentos industrializados e de fácil acesso. Sendo assim, o ritmo acelerado, como consequência do capitalismo, exigiu maior demanda na busca pelos chamados fast foods, pois são opções práticas e rápidas. Contudo, a baixa qualidade nutricional que compõe estes alimentos, são desencadeadores na aquisição de doenças como diabetes, colesterol alto, hipertensão e cardiopatias; observados, principalmente, subsequentes dos maus hábitos infantis.
Outrossim, destaca-se a publicidade infantil como impulsionadora do problema. De acordo com Émile Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de generalidade e coercitividade. Seguindo esse raciocínio, é evidente que a forte manipulação midiática, com a propagação de personagens e objetos que atraem a atenção das crianças, influenciam, ainda mais, na má alimentação, advinda pela preferência aos fast foods. Desta forma, somando-se estes fatores à falta da prática de atividades físicas, observa-se um quadro alarmante de obesos infanto-juvenis.
Fica claro, portanto, que medidas fazem-se urgentes no combate à obesidade. Destarte, é importante que políticas de controle, prevenção e combate, sejam propostos no ambiente escolar. Para isso, é de suma importância que a Constituição Federal atrelada a prefeituras municipais, disponibilizem serviços de nutricionistas cadastradas, para que acompanhem as crianças contidas nesta condição, com o intuito de elaborarem cardápios acessíveis a estes, a fim de reduzir os riscos de consequências a saúde. É fundamental também, que seja promovido, no mesmo espaço, um projeto de reeducação alimentar, baseado em palestras e teatros, apresentados por profissionais de saúde e psicopedagogos, com a participação de pais e alunos. Ademais, fica imbuído a Organização Mundial da Saúde, a promoção de eventos anuais, divulgados pela mídia, tendo como pauta o esclarecimento de dúvidas internautas acerca da obesidade, bem como o incentivo a bons hábitos alimentares. Desta forma, será possível a construção de uma infância pautada em aspectos saudáveis.