Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 12/06/2018
Educação como ferramenta no combate à obesidade infantil
Para Karl Marx, a lógica estimulada pelo capitalismo seria a de consumir pelo prazer e não por necessidade. Mesmo que sua análise tenha sido sobre bens materiais, nota-se na atualidade a existência dessa mesma relação entre crianças e os gêneros alimentícios. As consequências já constatadas - e que tendem a se agravar - são a diminuição da qualidade de vida e o aumento de patologias crônicas, ambas relacionadas com o sobrepeso. Nesse cenário, torna-se imprescindível pensar em abordagens eficazes, buscando formas de atenuar a obesidade infantil na sociedade.
Segundo profissionais da saúde, os distúrbios de peso em jovens podem causar problemas de sono (apneia) - afetando o crescimento corpóreo - de alto estima - prejudicando a saúde mental - e cardiovasculares -relacionado às principais causas de morte no país-. Dessa forma, todo o desenvolvimento posterior e saúde do indivíduo são comprometidos por hábitos da infância. Portanto , fica evidente a necessidade de uma intervenção nos hábitos alimentares durante essa fase da vida.
Partindo do pressuposto que as crianças são dependentes do seu entorno, pode-se inferir que o os principais responsáveis pelas estatísticas relativas à obesidade infantil (33% das crianças entre 5 e 9 anos e 8,4% dos adolescentes, segundo o Ministério da Saúde) são a família e a escola. À primeira pode-se atribuir a falta de mobilização no incentivo a uma dieta saudável e à segunda, a ineficácia na conscientização dos problemas acarretados pela má alimentação. Assim, segundo a lógica de Max Weber, uma “Ação Social” se faz necessária para que esse contexto seja moldado positivamente.
Com base nessa conjunção de fatores, torna-se nítida a urgência de ações efetivas no combate à obesidade infantil. Para isso, o Ministério da Saúde deve lançar um programa de educação familiar nas Unidades Básicas de Saúde, com palestras e cartilhas direcionadas a pessoas com filhos , a fim de incentivar a reeducação alimentar. Além do mais, as escolas devem promover - de forma lúdica - peças de teatro com temática relacionada aos problemas causados pela má alimentação, além do acréscimo na nota em matérias como Educação Física e Ciências, para alunos que praticarem esportes, tornando os mais jovens agentes na própria mudança de hábitos. Dessa forma, espera-se subverter a lógica marxista e dar novo sentido à relação entre crianças e produtos alimentícios.