Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 13/06/2018

A chegada da Era tecnológica certamente facilitou a relação das pessoas no mundo, proporcionando rapidez e fluidez ao cotidiano. No entanto, percebe-se que, no Brasil, essa facilidade contribui negativamente quando é relacionada à crescente taxa de obesidade infantil, haja vista a série de desafios encontrados para atender essa demanda. Nesse contexto, torna-se evidente a carência de atitudes que visem melhorar tal problemática social.

A princípio, é relevante destacar o modo de vida inadequado da população como um dos pilares do problema. Segundo o filósofo polonês Zygmunt Bauman, a modernidade líquida refere-se ao conjunto de relações e dinâmicas que facilitam e otimizam a vida humana de maneira não saudável. Seguindo essa linha de pensamento, verifica-se que tal fluidez está intrinsecamente ligada ao sedentarismo cada vez mais presente na sociedade, visto que, hoje, a tecnologia permite ao homem a realização de tarefas sem a necessidade de esforço e sem sair de casa. Por conseguinte, doenças cardíacas, diabetes e hipertensão tornam-se cada vez mais presentes na família brasileira.

Somado a isso, é importante ressaltar a linha tênue existente entre má educação alimentar e obesidade infantil. Dessa maneira, segundo o sociólogo francês Émile Durkheim, o indivíduo é moldado de acordo com os ensinamentos e exemplos que recebe por meio de fatores como coercitividade, coletividade e exterioridade. Nesse sentido, crianças, isentas de pensamento crítico, são altamente dependentes dos pais ou responsáveis para que, assim, consigam escapar das armadilhas nutricionais e alienistas presentes na sociedade.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para solucionar tais adversidades. Logo, o Ministério da Educação (MS) em parceria com a mídia deve garantir a conscientização dos grupos afetados, por intermédio de propagandas e recursos apelativos que reforcem o lado bom da boa alimentação e o lado ruim da obesidade, com a finalidade de alertar tal população sobre os riscos. Como já dito por Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Destarte, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, em escolas, palestras ministradas por psicólogos que discutam o combate a obesidade infantil, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus e passe a zelar em prol de um futuro mais saudável.