Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 13/06/2018
A obesidade infantil no Brasil tem ganho destaque nos últimos anos, visto que o número de casos de sobrepeso em crianças e adolescentes tem aumentado. Esse problema é um reflexo da falta de educação alimentar nas famílias e da ausência de atividades físicas.
Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), nos últimos 40 anos o número de crianças obesas aumentou cerca de 10 vezes. Dados preocupantes e que indicam o quanto a sociedade brasileira tem mudado. Dentre os fatores para o agravo nos casos de obesidade infantil, relaciona-se à falta de educação alimentar dos pais para com seu filhos, pois com o advento do capitalismo, a presença dos pais tem diminuído, consoante a isso vem a demanda por uma alimentação mais “prática” e que tome menos tempo de preparo, ou seja, recorrem para alimentos industrializados ricos em gorduras e carboidratos. Dessa forma, toda refeição que deveria ser equilibrada e balanceada levando em conta as necessidades da criança, passa a ser uma “bomba” trazendo riscos iminentes a saúde, levando-a ao sobrepeso que pode a curto e longo prazo trazer problemas como: diabetes, hipertensão, depressão, colesterol alto e doenças cardíacas.
Concorrente a isso está à falta de incentivo as atividades físicas, visando melhoria da saúde e, consequentemente, minimizando a obesidade. Na era digital ,tornou-se comum crianças e adolescentes passarem muito tempo nos celulares e computadores, deixando de lado a prática de esportes, aumentando o sedentarismo que é uma das causas da obesidade infantil. Outro fator predominante é a falta de apoio, pois o contato com atividades físicas em suma está ligado às aulas de educação física, que por sua vez nem sempre são levadas como um momento de interação coletiva.
É necessário, portanto, a intervenção do Governo Federal junto aos Ministérios da Saúde e Educação, para a elaboração de campanhas publicitárias em rede nacional que enfatizem o problema da obesidade infantil, de tal forma que possa impactar famílias, mostrando os riscos que esse problema traz enquanto criança e também na fase adulta. Outrossim, é pertinente a valorização dos profissionais de Nutrição e Educação Física, cabendo aos órgãos supracitados investir em programas de combate a obesidade infantil, criando lugares específicos, onde crianças obesas possam receber acompanhamento de nutricionistas e educadores físicos. Além disso, é necessário por meio dos Ministérios de Educação e de Esporte a melhoria dos programas curriculares das aulas de educação física, podendo oferecer mais opções de atividades lúdicas, torneios e competições, a fim de despertar interesse nas crianças. Dessarte, será possível diminuir ou até mesmo erradicar em futuro próximo os casos de obesidade infantil.