Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 19/10/2018
É indubitável que, diante das questões preocupantes da contemporaneidade a obesidade infantil é um imbróglio de cunho social. Dessa forma, evidencia-se necessário o combate a tal problema, uma vez que essa questão tomou proporções danosas, principalmente a saúde pública. Neste diapasão, é de grande importância destacar não só a qualidade de vida das crianças, como também o déficit na área da Saúde em relação a essa doença. Assim, torna-se fundamental a ação das esferas governamentais nas estruturas sociais do país.
Em primeira análise, ressalta-se que, a obesidade é fruto da combinação de vários fatores, tais como: biológicas, comportamentais, socioculturais, ambientais e econômicos. Nesse viés, é relevante considerar questões importantes como, por exemplo, a quantidade de publicidade que essas crianças estão expostas, a falta de informação referente aos hábitos alimentares, além do sedentarismo e a negligência parental. Não obstante, esse quadro mostra-se ainda mais alarmante quando segundo dados do Ministério da Saúde, uma em cada três(3) crianças está com excesso de peso, e 8,4% dos adolescentes são obesos.
No entanto, apesar dos esforços da Agencia Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em criar diretrizes para o enfrentamento da Obesidade Infantil, é unanime a questão do deficiência nas estratégias da prevenção e tratamento por parte do sistema de saúde. Pois, a falta de preparação dos profissionais que estão frente a esse caso corrobora na perpetuação dessa doença ademais, vê-se que tem mais profilaxia para as consequências que a obesidade gera como: diabetes, hipertensão e etc, do que a causa propriamente dita dessas doenças secundárias.Assim, o papel coadjuvante do profissional da saúde é imprescindível visto que, não basta apenas transmitir orientações, é preciso uma ação multidisciplinar para eficácia dessa problemática.
Infere-se, portanto, que é fundamental o embate dessa impasse. Pressupõe-se então, o necessário intermédio do Ministério da Saúde em parceria com o da Educação em usar de suas ferramentas para ministrar palestras, campanhas e seminários informativos e esclarecedores em centros médicos, públicos e educacionais paras as famílias em geral, ministradas por profissionais da área com o objetivo de conscientizar e fomentar mudança de hábitos da sociedade além de, promover cursos que capacitem os profissionais de forma eficiente para que auxiliem de forma eficaz as famílias que estão dentro desse quadro caótico. Não menos importante, o Governo Federal deve intervir de forma sucinta e eficiente na criação de leis que minimizem as publicidades que induzem as crianças de forma errônea. Acredita-se que, com a somatória dessas ações, será possível a acareação dessa temática.