Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 22/06/2018

O corpo humano tem, como uma de suas funções, a reserva de lipídios e glicídios em seu tecido adiposo. Esses compostos, por sua vez, são gorduras que, uma vez acumuladas em excesso no corpo, pode trazer diversos problemas à saúde, como a obesidade. Tal problema é enfrentado tanto por adultos quanto por jovens e crianças, tornando-se, assim, um caso não apenas estético. Logo, é evidente que existe uma grande necessidade de zelar pelo bem-estar das crianças, pois elas estão sujeitas a esse distúrbio e há uma grande urgência em erradicá-lo.

Em primeiro lugar, verifica-se que o Brasil é um país agroexportador, o que faz alimentos saudáveis se tornarem mais caros dentro do território nacional. A partir disso e, tomando-se como referência o tempo que as crianças passam em escolas, é possível observar que a alimentação escolar se torna precária, submetendo as crianças a consumirem massas e frituras em maior quantidade. Além disso, não há como negar que as comidas fast food são grandes inimigos, pois são ricos em gordura, sódio e calorias. Dessa forma, existe uma grande necessidade de se gerar um equilíbrio na balança nutricional infantil.

Ademais, é importante ressaltar que, na conjuntura atual, as crianças se tornam grande dependentes das tecnologias. Uma vez que essa se torna mais interessante que uma atividade ao ar livre, o sedentarismo passa a ser muito presente em suas vidas. Por sua vez, os adultos responsáveis por essas crianças se tornam escravos da modernidade líquida contemporânea. Nesse contexto, tudo requer velocidade e praticidade, soando menos atrativas as atividades que demandariam muito tempo. Dessa forma, deixar o entretenimento infantil partir de uma pequena tela faz com que elas permaneçam mais tempo fixas, o que gera um acúmulo intenso de gorduras.

Logo, é inegável que as crianças estão subordinadas aos problemas da fluidez da vida contemporânea, sendo preciso de cuidados com sua saúde. Assim, cabe às famílias o dever de buscar ajuda profissional para realizar uma reeducação alimentar, bem como instruir seus filhos aos benefícios de uma alimentação saudável, rica em fibras e proteínas, e a incentivarem uma vida ativa, desvinculando-os do sedentarismo e da dependência gerada pelas tecnologias. Além disso, é papel do Estado e das escolas investirem em uma alimentação benéfica de seus estudantes, pois ela é parte do processo de aprendizagem, já que é a instituição responsável pela socialização secundária dos indivíduos. Dessa forma, fica claro que os adultos são responsáveis por zelar pelo bem-estar de jovens e crianças, uma vez que elas serão influenciadas pelo meio em que vivem.