Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 15/06/2018

Dentre as principais enfermidades que assolam a população mundial a obesidade vem ganhando destaque, pois afeta, cada vez mais, a qualidade de vida de grande parte da população. Tratando-se de uma mazela, o Brasil não poderia ficar de fora, hoje, um em cada cinco brasileiros entra para o grupo dos obesos, índice que cresce de modo constante. Nesse contexto, as crianças são as principais vítimas, já que estão submetidas ao padrão alimentar imposto por seus responsáveis, muitas vezes inapropriado, cujas consequências afetam a saúde e a vida social dos jovens.

Isso fica evidente na predominância de alimentos industrializados, a maioria hipercalóricos, na dieta do brasileiro. Tal fato fundamenta-se no domínio do mercado alimentício por empresas do setor, as quais têm seus lucros aumentados na comercialização de gêneros industriais devido ao baixo custo de produção comparado ao preço de revenda. Devido ao exposto, as firmas investem muito em propaganda em diversos meios de comunicação, levando tanto as crianças quanto os pais ao consumo de produtos geradores de obesidade, fonte de diversas doenças como hipertensão, diabete, problemas musculares e nas articulações.

Além disso, os novos paradigmas tecnológicos, regentes do modo de vida moderno, como transportes mecanizados e os entretenimentos eletrônicos estáticos, induzem ao sedentarismo, também responsável pelo desenvolvimento da obesidade infantil. Pois, uma criança não ativa fisicamente preserva mais calorias em seu corpo do que necessita, gerando reservas de gordura. O quadro agrava a situação médica, já que, o jovem sedentário e obeso, além das patologias citadas, como regra é vítima de bullyng, ridicularizado por sua situação física perante aos colegas, circunstância responsável por problemas psicológicos de auto estima, depressão e isolamento social.

Certamente o crescimento das taxas de obesidade infantil deve ser revertido, para tanto, a Câmara dos Deputados deve legislar, tornando orientações sobre as causas e os efeitos físicos e psicológicos relativos à obesidade obrigatórios nas embalagens dos produtos identificados como causadores desse mal, tal como ocorre com os cigarros. Assim, quando a pessoa for adquirir as mercadorias estará ciente dos malefícios que elas podem causar. Tal processo educativo, com o tempo fará o consumidor associar seu estado indesejado aos seus hábitos inadequados e mudará sua situação. De forma complementar, o Ministério da Educação, precisa agir, por meio de campanhas publicitárias disseminadas em materiais didáticos, cujo foco é estimular as crianças a desenvolverem atividades físicas variadas, demonstrando seus benefícios, como o aumento da capacidade de interagir, fazer amizades e ter mais saúde, combatendo assim o sedentarismo.