Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 15/06/2018

É incontrovertível que desde a Revolução Industrial, a indústria alimentícia cresceu e desenvolveu os alimentos ultra processados pelo mundo. No contexto brasileiro, devido ao rápido desenvolvimento da globalização, o sedentarismo e a falta de compromisso dos pais em relação aos filhos, são apenas alguns fatores que trazem consequências da obesidade infantil.

Segundo a teoria de Zygmunt Bauman, a sociedade está cada vez mais imediatista e a procura de alimentos rápidos, conhecidos diretamente como “fasts foods”. Tal situação reflete nas famílias, até mesmo nas crianças que possuem vidas atarefadas, o que dessa maneira, as influenciam em comerem comidas ultra processadas. Por conseguinte, surgem doenças, por exemplo, diabetes, colesterol alto, infartos, problemas nas articulações e até mesmo a hipertensão. Eis a razão do consentimento do Estado e da sociedade, uma vez que de acordo com o Ministério da Saúde, um em cada três crianças brasileiras dentre 5 e 9 anos de idades estão com excesso de peso.

Somado a isso, têm-se o fato de que a mídia influencia na vida das crianças. Isso porque, ao longo dos anos e com o investimento das indústrias devido a Revolução Industrial, crianças procuram ficar atrás de televisores e computadores. Dessa forma, perdem a vontade de brincarem ao ar livre, praticarem exercícios físicos e consequentemente surgem problemas psicológicos, além dos físicos, como por exemplo, excesso de peso, compulsão alimentar e a vida sedentária. Segundo um estudo da OMS (Organização Mundial de Saúde), o sedentarismo é uma das principais razões para a obesidade, e em países emergentes como o Brasil a taxa de obesos vem crescendo.

Mediante aos fatos expostos, percebe-se que a obesidade infantil obteve resultados alarmantes. Destarte, é mister que o Ministério da Educação, como também o Ministério da Saúde, desenvolva políticas em parceria com os Estados e Municípios, através das escolas, com palestras feitas por nutricionistas e endocrinologistas aos pais sobre a obesidade infantil, com vista de incentivar na boa alimentação e diminuir o sedentarismo. Paralelamente, cabe aos setores midiáticos diminuir as propagandas sobre os alimentos não saudáveis e o benefício dos exercícios físicos, brincadeiras ao ar livre e esportes, a fim de diminuir os índices de obesidade nas crianças.