Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 18/06/2018
No filme A Fantástica Fábrica de Chocolate, as empresas criam e formulam produtos alimentícios, de modo a atender os desejos de consumo das crianças. Da mesma maneira, na realidade, as redes de fast-food e docerias desenvolvem alimentos destinados ao público jovem, que são consumidos desenfreadamente, levando muitas crianças à obesidade infantil. Nesse contexto, deve-se analisar os desafios que o Brasil encontra para combater a obesidade infantil.
Zygmunt Bauman, autor da frase “consumo, logo existo”, expressa a relação consumista da sociedade moderna, marcada pelos produtos de consumo rápido, tais como os fast-foods, e à necessidade constante de consumir. Esse problema torna-se ainda mais grave quando destinado especificamente ao público infantil, como por exemplo o McLanche Feliz, influenciando, desde os anos iniciais, o consumo de produtos altamente prejudiciais a saúde e que podem causar sobrepeso ou obesidade, se consumidos regularmente.
De acordo com dados do Ministério da saúde, cerca de 33% das crianças entre 5 a 9 anos de idade se encontram com excesso de peso e 8,4% com obesidade. Esse fato é extremamente alarmante no que afeta a saúde da população brasileira, pois se as crianças de hoje criarem hábitos não saudáveis, serão adultos doentes e incapacitados futuramente.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade da criação de medidas que solucionem o problema da obesidade infantil no Brasil. Posto isso, é necessário que o Ministério da Educação, em parceria com as escolas, realizem a integração de palestras, seminários e conteúdos programáticos acerca da alimentação consciente nas disciplinas de Biologia, abrangendo as doenças que o consumo desenfreado pode causar à saúde. Ademais, os familiares devem restringir, no seio domiciliar, o consumo de alimentos com baixo teor nutricional e grande quantidade calórica, possibilitando, desse modo, a diminuição da possibilidade do desenvolvimento de desnutrição e obesidade. Dessa forma, as crianças da atualidade, de fato, se tornarão adultos conscientes e saudáveis, capazes de, progressivamente, diminuir o número de obesidade infantil no Brasil.