Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 21/06/2018
A obesidade infantil é um grave problema no Brasil, e é fundamentada na má qualidade da alimentação e na falta de atividade física. E muitas vezes, essa questão é agravada pela cultura existente, que relaciona sobrepeso à saúde, quando na verdade, o que ela ocasiona são diversas doenças crônicas maléficas para as crianças e para os futuros adultos que elas serão.
Dessa forma, a qualidade nutricional da alimentação, tanto em casa quanto na escola, é um fator preponderante para o sobrepeso infantil. Bebidas com alto teor de açúcar e frituras em demasia afastam as crianças de uma refeição saudável, e tudo isso é vendido nas cantinas e oferecido pelos pais, já que é algo mais prático e rápido e eles muitas vezes não têm tempo de preparar algo melhor devido a atribulada vida moderna, que também atrapalha no estímulo dado as crianças para que elas pratiquem exercícios físicos. Tudo isso contribui, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), para um aumento de mais de 33%, entre 1994 e 2014, no número de crianças obesas no mundo.
Além disso, em países pobres como o Brasil, existe no senso comum a ideia de que estar acima do peso é algo positivo e relaciona-se com saúde. Esse fenômeno social é devido ao fato de que a subnutrição infantil sempre foi uma constante na história recente do país, onde até meados dos anos 2000, morria-se diariamente centenas de crianças por inanição, de acordo com o Ministério da Saúde. Desse modo, ser gordo é um sinal positivo para uma população que sofria até recentemente com morte devido à fome.
Sendo assim, tudo isso faz com que as crianças brasileiras obesas possam somar, em 2025, mais de 11,3 milhões, com base em uma projeção da OMS. O grande problema relativo à isso é as complicações de saúde causadas pelo sobrepeso, como a diabetes, hipertensão, gordura no fígado e problemas no sono, resultando em uma massa de adultos doentes no futuro, podendo causar uma sobrecarga do sistema de saúde.
É necessário, portanto, agir que o Ministério da Saúde possa agir de duas maneiras: primeiramente, deve criar um projeto nacional de combate à obesidade infantil, investindo na contratação de nutricionistas e profissionais de educação física para os postos de saúde, nos quais eles desenvolveram na comunidade, com as crianças e seus pais, maneiras de aliar a boa alimentação ao exercício físico, juntamente a isso, no mesmo projeto, é fundamental que proíba-se a comercialização de frituras e bebidas muito açucaradas nas escolas. Em segundo lugar, é imprescindível que gaste-se mais com o sistema público de saúde, para atender em aos que já sofrem e poderão sofrer de problemas devido a obesidade. Tudo isso é fundamental para tornar a sociedade mais saudável.