Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 11/07/2018
Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, em sua obra Em busca da política “nenhuma sociedade que esquece a arte de questionar ou deixa que esta caia em desuso pode esperar encontrar respostas para os problemas que a afligem.” Nesse sentido, tornam-se passíveis de discussão os problemas enfrentados pela sociedade brasileira no que tange os desafios do combate à obesidade infantil. Logo, poder público e coletividade devem unir forças em buscas por respostas a essa demanda.
Primeiramente, vale ressaltar que o índice de obesidade infantil aumentou consideravelmente em toda a América Latina. Segundo a BBC, se o Brasil permanecer no ritmo atual, no ano de 2025 o número de crianças obesas será quase o tamanho da população de São Paulo. Isso ocorre, pela introdução alimentar incorreta introduzida pela família e pela escola ao paladar dessa criança. Desse modo, percebe-se que a falta de cuidados por parte dos responsáveis e educadores na alimentação desses jovens, geram hábitos incorretos e consequentemente a obesidade e doenças.
Além disso, outro entrave ao combate à obesidade é a utilização de propagandas midiáticas feitas pelas indústrias de fast-food. Apesar de alguns pais tentarem educar a alimentação dos filhos, a força da publicidade muitas vezes é mais forte, pois na maioria dos comerciais são usadas imagens de famosos personagens de desenhos animados, o que atrai a atenção das crianças. Dessa forma, os pais devem prestar atenção e expor à criança somente a desenhos educativos de qualidade.
Infere-se, portanto, que medidas sejam tomadas com vistas ao desafios do combate a obesidade infantil no Brasil. Para tanto, além da medida anteriormente proposta, é necessário que o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação e do Ministério da Saúde, estabeleça uma regra no qual as escolas forneçam somente alimentos saudáveis aos estudantes. Ademais, os mesmos orgãos governamentais devem realizar palestras de incentivo aos alunos e aos pais, visando alertar sobre os riscos da má alimentação. Assim, com ações conjuntas o país terá um futuro melhor.