Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 01/07/2018

O sociólogo Zygmunt Bauman relata em uma de suas teses o conceito de “Modernidade Líquida”. Essa expressão se refere a fluidez das relações pessoais, mas pode ser aplicada, de forma análoga, a negligência social com a sua alimentação e esta tem gerado efeitos graves, como a obesidade infantil. Cabe assim, analisar as causas para essa omissão com a nutrição das crianças e buscar solucioná-las para que a saúde seja prioridade em todas as idades.

Em primeiro plano, vale destacar, a ausência de incentivo ao esporte, desde a infância, de toda a sociedade. Com a falta de tempo, muitos responsáveis pelas crianças acabam não priorizando a prática esportiva, importante para o desenvolvimento motor, racional e hormonal do indivíduo, corroborando assim para o aumento de infantos mais sedentários. Segundo o site BBC Brasil, o país disparou nos índices de sedentarismo infantil nos últimos 40 anos, acarretando na obesidade e em outras doenças crônicas, como diabetes e hipertensão.

Ademais, essa ausência de tempo também colabora para uma alimentação menos nutritiva e mais rica em açúcares e gorduras. Esse excesso de comidas calóricas ocorre devido a praticidade de compra e consumo e tem sido priorizado em relação às refeições mais saudáveis. A exemplo disso, o programa Globo Repórter realizou uma edição sobre os efeitos do açúcar no homem e como ele é priorizado, comparado a alimentos mais nutritivos, afirmando um consumo exagerado do país.

Por tudo isso, o incentivo ao exercício e a uma nutrição adequada desde a infância é primordial. Cabe as instituições de ensino, junto com as famílias, promoverem gincanas periódicas que estimulem o esporte dentro e fora das escolas, além de refeições saudáveis, com metas diárias que o aluno deve realizar, fiscalizado pelos pais, de algum exercício e um prato sadio escolhido anteriormente na sala de aula, visando a interação entre o responsável e a criança na busca pela saúde infantil, além da diminuição nos casos de obesidade e sedentarismo das crianças brasileiras.