Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 21/06/2018

Em uma nação ideal a infância é valorizada e as crianças não convivem com as preocupações dos adultos. No entanto, no Brasil a realidade é diferente, o sobrepeso infantil está, de imediato, destruindo o período da infância e, a longo prazo, diminuindo a expectativa de vida brasileira. Desse modo, é necessária a análise dessa problemática para a realização de possíveis intervenções.

A obesidade infantil afeta de diversos modos a vida de uma criança, dentre eles está a alteração na saúde mental. No âmbito escolar é muito ocorrente o bullying entre os alunos. A alteração corpórea da criança obesa resulta, infelizmente, em situações ofensivas e constrangedoras, que, em constância, podem gerar traumas graves na infância. O despreparo das escolas em resolver a situação supracitada está aumentando o índice de desenvolvimento de problemas nos jovens como depressão, baixa autoestima e bulimia, que se trata de um transtorno alimentar grave marcado por compulsão, seguido de métodos extremos para evitar o ganho de peso. E isso, junto à desinformação dos pais sobre a obesidade do seus filhos dificulta e evidencia a incompetência social ao se tratar de obesidade infantil.

Vale também ressaltar que o sobrepeso dos jovens não só afeta a saúde mental, mas também a saúde física. Além de diminuir a qualidade e expectativa de vida brasileira, as doenças crônicas desenvolvidas na infância, por conta da obesidade como colesterol alto, diabetes e doenças cardíacas, também evidenciam as incapacidades do SUS (Sistema Único de Saúde) e do Ministério de Saúde, que vão desde a falta de consultas médicas voltadas à obesidade, como também a ausência de planejamento médico para tratar e erradicar a doença mais ocorrente do século XXI.

A obesidade infantil é, portanto, um problema que precisa de soluções eficazes e imediatas. Assim sendo, o MEC (Ministério da Educação), em parceria com os meios midiáticos e as escolas, deve, de imediato, criar e divulgar campanhas de conscientização, por meio das redes sociais, sobre o Bullying com crianças obesas e, a longo prazo, introduzir psicólogos infantis nas escolas, que por meio de palestras e atendimentos individuais tenham como objetivo acabar com os transtornos mentais resultantes do preconceito com os jovens acima do peso. Ademais o Ministério da Saúde e o SUS devem implantar atendimentos móveis com profissionais da saúde capacitados, nas ruas, para informar aos pais sobre a gravidade da obesidade infantil. E isso, somado ao aumento de consultas médicas nos hospitais públicos, para tratar o sobrepeso das crianças, terá como resultado a revitalização da saúde infantil.