Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 28/06/2018

De acordo com estudo, em 2017, da Federação Mundial de Obesidade, a projeção para 2025 é de 91 milhões de crianças obesas no mundo. Tal dado alarmante traz intranquilidade social, pois a obesidade infantil aumenta a predisposição em desenvolver doenças crônicas, como dislipidemias, hipertensão e diabetes, marcando uma futura geração de doentes. Nesse contexto, deve-se analisar como os novos hábitos alimentares e o sedentarismo infantil desafiam a redução dessa tendência.

É primordial ressaltar, que o hábito alimentar não saudável é protagonista da obesidade, que na infância esta é negligenciada. Isso decorre, porque o tradicional prato brasileiro de arroz com feijão foi substituído das mesas por alimentos industrializados, hipercalóricos e lanches rápidos, estabelecendo o estilo de alimentação na criança. Como consequência do conceito arcaico errôneo de que criança gordinha é sinônimo de saúde, os pais, vedam os olhos para a realidade gerando adultos doentes. Nesse sentido, um estudo publicado na New England Jornal of Medicine quatro em cada cinco crianças obesas permanecem com a condição por toda vida.

Concomitante aos novos hábitos alimentares, as tecnologias contribuem para o sedentarismo e consequentemente na obesidade infantil. Isso acontece, pois hodiernamente na sociedade globalizada e as multitarefas dos responsáveis pelo cuidado da criança, são utilizados recursos tecnológicos para entretenimento dos pequenos, ocupando o lugar das brincadeiras que envolvem atividade física. Embora, as escolas propiciam espaços de interação e educação física é importante a motivação dentro do cotidiano familiar, pois o indivíduo na infância espelham-se nas atitudes dos mais velhos, que nesse âmbito atuam como forças contra a inércia do movimento.

Torna-se evidente, portanto, que a obesidade infantil sofre influências do contexto familiar sobre hábitos alimentares e no sedentarismo, sendo indubitáveis ações para o enfrentamento. Dessa maneira, é preciso que o Ministério da Saúde em conjunto com os órgãos da saúde impulsionem o pensamento crítico sobre a alimentação saudável e práticas de atividade física na população adulta, por meio das mídias tradicionais e em redes sociais, para promover práticas positivas no combate a obesidade que repercutem na infância. Além disso, cabe também ao governo incentivar e desenvolver programas a favor de boas práticas no estilo de vida, como praças de alimentação saudável em centros comerciais e grupos de educação física em comunidades para as famílias, a fim de criar um estimulo concretizado. Destarte, é urgente ações educativas, pois segundo afirmou o filósofo grego Aristóteles “A educação tem raízes amargas, mas seus frutos são doces”.