Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 27/06/2018

Atualmente no Brasil, a obesidade infantil já se caracteriza como doença crônica que, consequentemente, causa outros problemas de saúde e preocupa a Organização Mundial de Saúde. O avanço da tecnologia e o marketing alimentício podem influenciar de maneira negativa a infância de crianças e adolescentes, além disso, o padrão de ter um corpo perfeito e o bullying que ocorre na escola limitam a visão das crianças gerando baixa auto estima e ansiedade.

Sob esse viés, é importante destacar que o uso exacerbado do acerco fácil aos meios tecnológicos na infância incentiva o jovem ao mau uso das redes sociais e jogos online, suscitando vício e entretenimento, uma das causas da má alimentação e sedentarismo. Assim, as propagandas de alimentos transgênicos e industrializados persuadem o menor a consumir um produto que, muitas vezes, tem alto valor calórico e pouco nutritivo, criando um hábito alimentar precário e prejudicial à saúde ocasionando pressão arterial, diabetes tipo 2 e níveis elevados de colesterol LDL.

Vale salientar também que padrões de beleza influenciam na forma como a criança se vê e autocritica seu corpo e, no ambiente escolar ou nas redes sociais, o excesso ou escassez de peso corporal se transforma em constrangimento, violência psicológica, moral e até física. Em consequência disso, a auto estima tende a diminuir, podendo causar depressão e ansiedade, agravando o quadro da obesidade infanto-juvenil.

Infere-se assim, que para solucionar os desafios do combate à obesidade infantil, é necessário que os pais ou responsáveis tenham consciência do uso dos eletrônicos na forma negativa e substituam isso na rotina dos filhos por uma atividade física ou lazer, além disso, manter maior o número de refeição diárias saudáveis, evitando o ganho de peso excessivo. No mais, a terapia com psicólogos dentro das escolas para atender os jovens e campanhas publicitárias feitas pelo Ministério Da Saúde com o apoio do Governo Federal sobre a importância de uma alimentação saudável e a aceitação do corpo natural podem contribuir no término da problemática.