Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 28/06/2018

Hipócrates, considerado por muitos o precursor da medicina, afirmou que a corpulência (obesidade), além de ser uma doença, é um prenúncio de outras. Seguindo esse raciocínio, entende-se a importância  de combater a obesidade infantil no Brasil, pois, se certas medidas não forem tomadas, a tendência é que essa realidade nacional apenas piore. Dentro dessa problemática, vale destacar os maus hábitos alimentares e a falta de atividades físicas.

Em uma primeira análise, é primordial que se entenda que os atuais hábitos alimentares das crianças brasileiras estão diretamente relacionados ao processo, iniciado no século XX, de aumento de produtos industrializados nos mercados e nas escolas. Consequentemente, a ampliação do consumo desenfreado desses alimentos, altamente calóricos e gordurosos, facilita o aparecimento de certos problemas de saúde na população infantil, como o colesterol alto e a diabetes. Desse modo, as escolas, por serem um dos ambientes mais frequentados por esses indivíduos e conter um papel pedagógico, devem investir na educação alimentar, mudando a maneira como as crianças lidam com a alimentação.

Além disso, ao analisar a obesidade infantil por um viés mais atual, percebe-se que a globalização e a emancipação tecnológica também apresentam um papel determinante nessa questão, pois promovem o sedentarismo. Isso é comprovado pelo fato de que, atualmente, as crianças, desde muito cedo, criam um contato com os novos meios e aparelhos tecnológicos, desenvolvendo uma preferência pelas atividades que exigem pouco do corpo, como videogames e jogos em celulares. Como resultado, as crianças brasileiras estão dedicando-se cada vez menos às praticas esportivas e desenvolvendo sérios problemas de saúde, como os cardiovasculares.

Portanto, torna-se nítido que a obesidade infantil é uma problemática nacional que necessita ser combatida com extrema urgência, sendo importante certas ações. As escolas, públicas e privadas, por meio da contratação de nutricionistas, além de promoverem aulas sobre educação alimentar, devem tornar prático, nas merendas e cantinas, o acesso a alimentos saudáveis, garantindo uma melhor alimentação às crianças. Ademais, o Governo Federal, por intermédio de investimentos públicos, deve criar campanhas de incentivo à prática de atividades físicas, alertando aos pais sobre os riscos do sedentarismo infantil, possibilitando que as crianças, com auxílios familiares, tenham uma vida mais saudável. Assim, será possível a formação de uma sociedade mais preocupada com o “alerta” dado por Hipócrates.