Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 29/06/2018

De acordo com estudo em 2017 pela Federação Mundial de Obesidade, a projeção para 2025 é de 91 milhões de crianças obesas no mundo. Tal dado alarmante traz intranquilidade social, pois a obesidade infantil aumenta a predisposição em desenvolver doenças crônicas, como dislipidemias, hipertensão e diabetes, marcando uma futura geração de doentes. Nesse contexto, deve-se analisar como os novos hábitos alimentares e o sedentarismo infantil desafiam a redução dessa tendência.

É primordial ressaltar que os hábitos alimentares não saudáveis são desenvolvidos na infância, tais práticas são determinantes para a obesidade. Nesse sentido, com advento das mudanças ocasionadas pelas revoluções industriais estabeleceram-se novos costumes alimentares pela substituição do tradicional prato brasileiro de arroz com feijão por alimentos industrializados, hipercalóricos e lanches rápidos. Como consequência do conceito arcaico errôneo de que criança gordinha é sinônimo de saúde, os pais vedam os olhos para a realidade, gerando adultos doentes. Entretanto, um estudo publicado na New England Jornal of Medicine mostra que quatro em cada cinco crianças obesas permanecem com a condição por toda vida.

Concomitante aos novos hábitos alimentares, as tecnologias contribuem para o sedentarismo e, consequentemente, para a obesidade infantil. Isso acontece, pois na sociedade globalizada e os responsáveis pelo cuidado da criança assumem multitarefas, sendo escasso o tempo para brincadeiras de lazer que envolve atividade física, para entreter e ocupar o tempo dos pequenos recorre ao uso de TVs, tablet, celular e vídeo game. Embora as escolas propiciem espaços de interação e educação física, é importante a motivação dentro do cotidiano familiar, pois o indivíduo, na infância, se espelha nas atitudes dos mais velhos, que nesse âmbito atuam como forças contra a inércia do movimento.       Torna-se evidente, portanto, que a obesidade infantil sofre influências do contexto familiar sobre hábitos alimentares e no sedentarismo, sendo indubitáveis ações para o enfrentamento. Dessa maneira, é preciso que o Ministério da Saúde, em conjunto com os órgãos da saúde, impulsione o pensamento crítico sobre a alimentação saudável e práticas de atividade física na população adulta, por meio das mídias tradicionais e em redes sociais, para promover práticas positivas no combate à obesidade que repercutem na infância. Além disso, cabe também ao as Secretarias Municipais de Esporte e Lazer desenvolver programas a favor do desporto, como grupos de educação física em comunidades para interação familiar, a fim de propiciar um espaço de interação de todas as faixas etárias. Destarte, é urgente ações educativas, pois segundo afirmou, o filósofo grego, Aristóteles “A educação tem raízes amargas, mas seus frutos são doces”.