Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 29/06/2018
De acordo com a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), realizada pelo IBGE, uma em cada três crianças brasileiras com idade entre cinco e nove anos estão com o peso acima do recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Esse dado mostra o quanto a má alimentação das crianças é um problema pertinente de saúde pública.
O sobrepeso e a obesidade crescem de forma alarmante entre os pequenos devido, principalmente, a má qualidade da alimentação aliada ao estilo de vida moderno. Cada vez mais, com a vida corrida dos pais, e as mulheres inseridas no mercado de trabalho, as crianças se alimentam de produtos industrializados, mais práticos e baratos, no entanto, com uma grande oferta calórica. Ademais, são o tempo todo bombardeadas por propagandas de alimentos ricos em gorduras e açúcares, que parecem apetitosos e estão sempre vinculados a personagens ou brinquedos, que despertam a sua vontade.
Concomitantemente, as crianças estão se tornando sedentárias, deixando de praticar esportes e brincar ao ar livre para assistirem TV ou se divertirem sentadas em frente a computadores e smartphones. Esse estilo de vida então contribui para que gastem menos energia do que consomem, o que leva muitas ao sobrepeso e a obesidade, que futuramente, podem gerar complicações como hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares.
Por tudo isso, é necessário que as escolas ofereçam um cardápio rico em alimentos nutritivos,com variedades para que os seus alunos descubram sempre pratos novos que os agradam. Além disso, as instituições de ensino podem promover palestras com pais e alunos, alertando sobre a importância da alimentação saudável e as consequências de uma alimentação desregrada. Ademais, a mídia deve proibir propagandas de alimentos calóricos voltadas para as crianças, cabendo somente aos pais apresentá-los ou não para seus filhos. Por fim, a escola deve incentivar o esporte com campeonatos e modalidades novas.