Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 30/06/2018

A obesidade é considerada pela Organização Mundial da Saúde como um dos maiores problemas de saúde pública do século XXI. No Brasil, dados do Ministério da Saúde explicitam o crescimento vertiginoso dessa doença entre adultos, e o que é ainda mais preocupante, entre as crianças. A obesidade infantil, além de poder causar problemas psicológicos e afetar a formação correta dos ossos, ainda torna a criança suscetível ao desenvolvimento precoce de doenças mais graves como aterosclerose e diabetes. Em vista disso, fica clara a necessidade de analisar as principais causas do avanço dessa doença para que se possa combatê-la de forma efetiva.

O primeiro fator importante é o consumo exagerado de alimentos industrializados, que são preferidos por grande parte da população devido à sua praticidade e seu baixo custo. Em geral esses alimentos possuem altos níveis de sódio, gordura, e açúcar, os quais favorecem o ganho de peso, além de um baixo valor nutricional, o que pode causar prejuízos ao desenvolvimento da criança. O maior desafio para contornar esse problema está no fato de que normalmente a dieta de toda a família se torna desequilibrada, e isso prejudica a implantação de hábitos alimentares mais saudáveis para a criança.

Ademais, o crescimento do sedentarismo entre as crianças - outro fator que influencia no avanço da obesidade - também é preocupante. O desenvolvimento tecnológico proporcionou uma gama de entretenimentos de fácil alcance para o público infantil, a maioria dos quais praticamente não exige nenhum esforço físico, como televisão, videogames e computadores. O aumento da violência, principalmente em regiões urbanas, também faz com que os responsáveis prefiram manter as crianças mais tempo dentro de casa, dificultando ainda mais a prática de atividades físicas.

É importante ressaltar que o governo brasileiro, principalmente através do Ministério da Saúde, já vem colocando em prática medidas para controlar o crescimento da obesidade infantil, porém é evidente que é preciso dar maior prioridade a esse assunto. Sendo assim, é fundamental intensificar as ações de conscientização de pais e responsáveis acerca da gravidade da obesidade infantil, e da importância de influenciar as crianças a cultivarem hábitos saudáveis. O próprio Ministério da Saúde pode estimular a discussão do tema nas escolas, tanto com as crianças em sala de aula, como também em palestras destinadas aos familiares. É necessário também democratizar o acesso a alimentos saudáveis através da redução de preços, facilitando assim a reeducação alimentar da população.