Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 30/06/2018
Com a Revolução Tecnológica do final do século XX, mudaram-se os hábitos de vida da população, o que proporcionou maior conforto e agilidade nas diversas transações sociais. Entretanto, também houve consequências nefastas, como o aumento do sedentarismo e a diminuição da qualidade da alimentação, gerando um aumento exponencial do número de crianças obesas no Brasil. Dessa forma, é evidente que tal problema é um grande desafio, em virtude do excesso de gastos na saúde pública e que uma sociedade doente produzirá menos riquezas.
É de Cícero, orador romano, a célebre frase " É necessário comer para que tu vivas e não viver para que tu comas “. Diante dessa reflexão, é evidente que a comida possui uma relação emocional com os indivíduos, principalmente com os jovens, em que come-se por prazeres efêmeros e não por necessidade fisiológica. Além disso, com tanto entretenimento tecnológico para as crianças, dificulta-se o acesso aos diversos exercícios físicos, o que implica obesidade infantil que gera doenças crônicas terríveis como a hipertensão e o diabetes, responsável pela morte anual de milhares de brasileiros. Portanto, é evidente que essa conjuntura acarreta diversos danos ao indivíduo por toda a sua vida, desde a mais tenra infância.
Outrossim, destaca-se os problemas no setor público pelo excesso de crianças obesas no Brasil. Com efeito, pessoas doentes consomem mais gastos médicos, visto que o sobrepeso carrega consigo outras mazelas que dificultam o dia a dia da população, através do cansaço, mal-estar e baixa autoestima, diminuindo os níveis de hormônios neurotransmissores como a dopamina e a serotonina, necessitando de remédios e outras drogas, como o café que é estimulante e o álcool que funciona como um neuroinibidor. Por consequência, a produtividade dos jovens na escola também diminuirá, dificultando a boa qualificação profissional do país, que necessita de renovação e constante aprimoramento. Logo, se faz presente o pensamento do sociólogo Durkheim, em que para a sociedade funcionar, o indivíduo precisa estar presente, sendo ambos indissociáveis.
Destarte, a raiz da problemática configura-se intrinsecamente na população. Portanto, é determinante que os profissionais da área da saúde, como médicos, enfermeiros e psicólogos trabalhem em harmonia com a mídia televisiva, para educar, por meio de orientação às comunidades locais, com fins de conscientização do ônus da obesidade infantil, utilizando também as redes sociais para a divulgação de ideias que promovam o uso racional do alimento desde a juventude, além do alerta para os diversos danos do sedentarismo. Assim, poder-se-ão atingir os pais e as crianças, para a promoção de uma sociedade mais saudável e feliz.