Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 30/06/2018

A infância é uma fase da vida de descobertas, brincadeiras e aprendizado, onde ocorre uma grande integração social e a criação de vínculos de amizade. Entretanto, esse tempo está sendo substituído por visitas  periódicas a consultórios médicos. O sobre peso no âmbito escolar, se dá, principalmente, devido ao consumo desenfreada de fast food  e da não realização de exercícios físicos periódicos.

Quando o filósofo e matemático Pitágoras afirma, educar as crianças faz com que os adultos não sejam punidos, corrobora com a falta de orientação que os pais deixam de dar aos seus filhos sobre às consequências que a má alimentação pode acarretar. Diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial sistémica e colesterol alto são apenas algumas, dentre várias comorbidades que podem acometer essa faixa etária.

Somado a isso, podemos dizer que a falta de exercícios  físico aumenta substancialmente o prognóstico ruim destes adolescentes. Atualmente,  o Brasil contabiliza quase 10% da população não adulta com o peso acima do preconizado pelo Ministério da Saúde. A exclusão no meio social, principalmente na escola, por meio de piadas e apelidos maldosos,  potencializam a não participação destas crianças de atividades físicas curriculares e extracurriculares.

Dessa forma, a obesidade que atinge a população de faixa etária escolar, reverbera na fase adulta de forma comprometedora. Os gestores responsáveis pela formação primária e média em consonância com o Ministério da Educação poderiam introduzir uma educação mais preventiva e esclarecedora para seus alunos por meio de cartilhas educativas e implementação, na grade curricular, de matérias relacionadas a nutrição e dietética, aliado ao incentivo à pratica de esportes oferecidas pela instituição com a participação da assídua da família na cobrança dessas implementações. Aumentam assim, as chances de se alcançar uma maior consciência de saúde e bem estar legítima e plural.