Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 30/06/2018
A obesidade é uma doença que afeta milhões de indivíduos em todo o mundo, causada por uma série de fatores, sejam eles psicológicos ou hábitos do convívio social. Essa alta de cidadãos a cima do peso já é considerado uma patologia social, visto que crianças já começam a ser atingidas por essa doença, que antes restringia-se a países desenvolvidos e de caráter capitalista, mas na atualidade, no Brasil, a população infantil está passando por transformações nos hábitos alimentares, seja pelos reflexos causados pelo modelo social advindos de uma terceira revolução industrial, seja a ausência de incentivos por parte da família e do poder público a hábitos saudáveis.
É indubitável, que os tempos preconizaram e os efeitos desse acelerado desenvolvimento já começam a ser percebidos. Fato que pode ser observado na alimentação infantil brasileira, que está a cada dia mais desregulada e potencializada pela tecnologia. Haja vista que a criança por ainda não está com o seu caráter crítico formado, está sujeita a propagandas televisivas de efeitos coloridos, além do oferecimento de brindes que chamam a atenção da mesma para consumir alimentos nada sudáveis. Em consonância, o sedentarismo também contribui para a obesidade infantil, visto que a juventude em plena era da tecnológica está se isolando, não sendo incentivadas, infelizmente, à prática de esportes ou até mesmo a brincadeiras simples ao ar livre como pular corda, pega-pega, entre outros.
Somando-se a isso, que o reflexo dos hábitos do adultos são refletidos nas crianças. em vista disso, desde o âmbito familiar pais que se alimentam de forma inadequada criam na criança os meus costumes, que não só contribui para o aumento da massa corpórea do filho, mas também no parecimento de doenças sérias como diabetes, hipertensão e até mesmo afetar o psicológico, como aumento de crianças depressivas e de autoestima baixa. A exemplo disso, é o que ocorre nos Estados unidos, em que o número de jovens obesos é alarmante, fruto de uma cultura que super valora o tempo investindo, dessa forma, em comidas industrializadas rápidas e fáceis.
Percebe-se por conseguinte, que para o Brasil ter adultos saudáveis e haptos para participar da população economicamente ativa (PEA), é necessário investir nos setores educacionais e sociais. Para tanto, cabe a instituição de ensino reeducar o paladar das criança através de comidas que beneficiem também os outros sentidos como a visão, tendo a comida uma forma mais lúdica como já acontece em países como o Japão, em que a alimentação é servida com uma aparência colorida, isso incentiva a criança a comer verduras e vegetais indispensáveis a sua saúde. Ainda convém lembrar, que os pais mudando os seus hábitos e moderando o uso da tecnologia pelo seus filhos também contribuiria para um novo espelho dessa promissora geração.