Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 02/07/2018

Ao longo do período Paleolítico,o ser humano vivia de forma nômade e de subsistência,caça e coleta, no qual tinha dificuldades de conseguir alimentos e estocá-los. Com isso, o cérebro humano foi moldado e encarregou-se de dotar o corpo humano de um mecanismo para armazenar energia. Esse mecanismo impulsionava o homem, por meio da fome, a ingerir grande quantidade de calorias,armazenando-as para os períodos de carência de alimentos, esse mecanismo persiste até os dias atuais.Nesse contexto não há dúvidas que a obesidade infantil é um problema de saúde pública que pode trazer consequências como doenças e que tem como a aliado a publicidade.

A princípio,cabe ressaltar que no Brasil, segundo o Ministério da Saúde, 1 a cada 3 crianças de 5 a 9 anos têm excesso de peso;dados que tornam o sobrepeso infantil um problema de saúde pública.Durante o primeiro ano de vida as células que acumulam gordura só crescem,para armazenar energia e não multiplicam-se, pois serão utilizadas a partir dos 2 anos.Caso não gastas até os 5 ou 6 anos de idade,aumentam em 4 vezes a chance da criança torna-se um adulto obeso.Porém o excesso de peso carrega consigo doenças como,colesterol alto,caracterizado por excesso de LDL,tipo de colesterol, que se dá pelo consumo de gorduras saturadas e trans,presentes em diversos alimentos industrializados e os preferidos entre o público infantil.Assim como,o excesso de açúcar que pode provocar a diabetes tipo 2. Doenças que são facilmente evitadas, com a reeducação alimentar.

Ademais,cabe pontuar que as campanhas publicitárias podem influenciar as escolhas alimentares das crianças à medida que são expostas a elas.Por certo as campanhas têm como protagonista, alimentos ultra processados, feitos a partir de ingredientes industriais, com pouco ou nenhum produto fresco e geralmente, com alta quantidade de açúcar e gordura,além de apresentar poucos nutrientes.No Brasil apesar de haver a proibição de publicidade abusiva direcionada ao publico infantil,prevista no Código de Defesa do Consumidor desde 1990, sua regulamentação é prejudicada pela não especificação para alimentos.Com a fartura de alimentos cada vez maior e o sedentarismo, o mecanismo para armazenar energia tornou-se um “inimigo” à saúde.

Dessa forma,recai sobre o Ministério da Educação em conjunto com o Ministério da Saúde,portanto, a introdução de mais horas da disciplina educação física,mais precisamente durante a semana,com o intuito de combatar o sedentarismo entre as crianças e viabilizar a presença obrigatória de um nutricionista com o objetivo de promover a reeducação alimentar na escola.Além disso,promover palestras direcionada à família , orientando os responsáveis sobre a maneira cautelosa que devem lidar as intenções das crianças e a publicidade de alimentos não saudáveis.