Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 02/07/2018
Augustus nutria uma paixão incontrolável por chocolate e alimentos ricos em carboidratos, e sua mãe, por vez, não negava ao filho o que o fazia feliz. O livro “A fantástica fábrica de chocolate” revela a história do jovem Augustus, um garoto obeso que possuía um péssimo hábito alimentar que, influenciado pelos pais, não tinha interesse algum em praticar atividades físicas. Saindo das páginas e tomando como análise a sociedade atual, evidencia-se a má alimentação como um excelso fator para a obesidade infantil que, aliada à falta de prática de atividades físicas tem causado o elevado índice de sedentarismo infantil.
Convém destacar que, a sociedade contemporânea atual sofre com a cultura dos Fast-foods. Hambúrgueres, pizzas, bolachas, refrigerantes, estes são somente alguns dos elementos que fazem parte da enorme gama de produtos ofertados pelo mercado da comida rápida. O consumo excessivo de tais produtos é prejudicial à saúde devido as altas taxas de insumos nocivos ao organismo que fazem parte de suas composições, como gorduras trans, sódio e açúcar em excesso, nos quais, sendo ingeridos com muita frequência, causam, além do sobrepeso, problemas cardíacos e alteração no sistema respiratório. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), que o mau hábito alimentar dos jovens, dá-se à falta de importância nos lares ao abordar essa tema.
É válido associar a obesidade a resistência das crianças à prática de esportes. Um dos pontos mais debatidos atualmente é acerca da importância da atividade física para a saúde dos cidadãos, pois auxilia na melhora no fluxo respiratório e também do circulatório, além de gerar um prazer inenarrável após sua execução, o que é explicado pela liberação de hormônios de recompensa. Segundo a OMS, quatro a cada cinco crianças brasileiras não conseguem fazer uma hora de atividades físicas 5 vezes na semana, esta situação deve ser analisada com muita atenção, pois as crianças de hoje serão os adultos de amanhã e, se não forem ensinadas no período que estão mais susceptíveis à formação de uma consciência voltada à saúde física e mental, quando adultas isso tornar-se-á ainda mais difícil. Diante da problemática abordada, tem-se, portanto, que as escolas criem projetos com o intuito de gerar nos educandos uma atenção à saúde física, para isso, a educação alimentar deve ser priorizada, isso poder-se-á ser obtido através de hortas escolares, onde toda a escola em união criará hortas coletivas, onde serão cultivados, além de legumes e verduras a consciência de uma alimentação saudável. Ademais, é função do âmbito familiar estimular na prática de atividades físicas, dessa forma, essas crianças poderão ter uma infância agradável e plena. Pois, como afirmou Mandela, é através da educação e do ensino que se poderá mudar o mundo.