Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 03/07/2018
Desde as civilizações mais primitivas, com maior ou menor fundamentação científica, o homem busca sanar seus problemas físicos, melhorar sua qualidade de vida e propagá-la com bem-estar.Nesse sentido, não há como negar a relevância do debate sobre o combate à obesidade infantil no Brasil.Tal problemática será amenizada se fatores como o aumento dos índices de sedentarismo e a aquisição de hábitos alimentares inadequados forem tratados como prioritários.
É evidente que, nos últimos anos, o número de crianças e adolescentes sedentárias no Brasil estão aumentando demasiadamente.Segundo dados do Ministério da Saúde, uma a cada três crianças entre 5 a 9 anos está com excesso de peso. Tal fenômeno ocorre pela a utilização significativa de recursos tecnológicos, como por exemplo a utilização de celulares e computadores para jogos ao invés da prática de esportes, caminhadas e pedalas.Ou seja, as formas tecnológicas, sendo mais seguras e atrativas aos olhos, tornam a realização de atividades físicas ou esportivas cada vez mais escassas.
Vale também ressaltar que a adquirição de hábitos alimentários errôneos está diretamente ligada à obesidade infantil.Tal impasse pode ser explicado pelo incentivo dos pais e familiares em uma alimentação não saudável como o consumo exacerbado de refrigerante e alimentos industrializados, pelas estratégias de marketing como brindes infantis em fast foods e pela falta de conscientização das escolas a respeito de uma alimentação balanceada. Sendo assim, as crianças com esses hábitos crescerão e se tornarão adultos doentes por hipertensão, AVCs, infartos, diabetes e outros, visto que é mais fácil educar a uma vida saudável quando essas estão ainda na infância.
Medidas são, portanto, necessárias para resolver o impasse.O Ministério da Saúde deve divulgar campanhas sobre hábitos alimentares ruins e suas consequências em escolas e rede nacional para conscientização de crianças e responsáveis.A elaboração de jogos eletrônicos educativos por parte do Governo Federal que relacionem alimentos industriais vendidos nos supermercados com doenças causadas por esses, para crianças e adolescentes brincarem e se educarem simultaneamente.
Também pode ser mencionado a realização de corridas, competições esportivas, caminhadas, pedaladas nas escolas e na comunidade pelo Ministério da Saúde e ONGs para o público infanto-juvenil. Essas propostas mudam não apenas o atual estado das crianças mas também o pensamento dessas a respeito de uma vida saudável para o resto de suas vidas.