Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 04/07/2018
No período pré-histórico, o ser humano vivia como nômade, em busca de sua subsistência. Não obstante, o sedentarismo alcança-o com o desenvolvimento da agricultura. Com isso, a obesidade torna-se intrinsecamente presente entre as crianças, sendo um risco para a saúde. Percebe-se, então, a responsabilidade dos meios de comunicação de massa e das atitudes de negligência do Estado.
A princípio, é axiomático que a mídia e redes sociais são influentes na sociedade contemporânea, mas esta participação pode induzir às crianças ao consumo de fast-foods. Posto isso, vê-se no Epicurismo, Escola Helenista, que uma das bases para alcançar a plena felicidade seria uma alimentação saudável. Ainda sim, Weber enfatiza a importância da escola, sociedade e mídia para o processo de socialização. Em contrapartida, as redes midiáticas, por meio da publicidade infantil , uso de cores, animações e promoções, fazem uma armadilha para as crianças. Entretanto, a mídia pode usar de seu poder para benefício, visto que programas de televisão, em aberto, como Bem-estar e Globo Esporte, trazem informações e valorizam uma vida saudável.
Outrossim, as atitudes dos Governos proporcionam falta de informações aos pais acerca dos alimentos e negligenciam a alimentação dos alunos de escola pública. Neste ínterim, houve um recente projeto televisivo com a temática: “que Brasil você quer para o futuro”, sendo um pretexto para inúmeros jovens internautas usarem da arte digital para reclamarem da alimentação escolar. De fato, as instituições escolares carecem de recursos para melhoria das refeições e auxílio de instruções nutricionais, que seriam essenciais para evitar a obesidade infantil. Além disso, por vezes, o rótulo dos alimentos e informações são aparentemente escondidas, ou os consumidores não têm a consciência da necessidade de verem os valores nutricionais. Em ambos os casos, o Governo deve fiscalizar e instruir.
É imprescindível, portanto, derrubar as pedras no caminho para combater a obesidade infantil. Sendo assim, cabe às redes midiáticas, YouTube, Facebook, programas culinários e esportivos mostrarem dicas para alimentação saudável, além de trazerem informações sobre os efeitos da obesidade de forma lúdica, em filmes e desenhos. Espera-se, com isso, que as crianças diminuam o consumo de comidas prontas e enlatadas. Ademais, o Ministério da Educação não apenas deverá investir em profissionais, como chefes e nutricionistas, mas propiciar recursos para alimentação nas escolas e periodicamente deverá ter um formulário para os alunos opinarem. Com o auxílio das aulas de Educação Física prática, espera-se, também, evitar a obesidade infantil.