Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 13/07/2018

O debate sobre a obesidade infantil é o retrato de uma discussão ainda maior, o mau hábito alimentar da famílias. Nesse viés, a introdução de açucares e industrializados desde a primeira infância, por base na estrutura alimentar dos pais, tem tornado crianças mais suscetíveis a obesidade e a outras doenças crônicas não transmissíveis (DCNT).

Diante do exposto, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) a obesidade é um dos problemas de saúde pública mais graves do século XXI. Na famílias em que a alimentação é baseada em industrializados e processados, é comum observar que essa rotina alimentar é introduzida desde cedo às crianças, como papinhas prontas, sucos de caixa, biscoito recheados. Esses alimentos possuem baixo valor nutricional, que favorece mecanismos neurobiológicos que, de acordo com alguns estudos, acredita-se que tais alimentos são capazes de causar compulsão alimentar. Fator propício ao risco da obesidade infantil.

Ademais,a obesidade vulnerabiliza a ocorrência de outras DCNT’s.

A medicina explica que, a obesidade provoca alteração no perfil metabólico, expondo uma variedade de adaptações e alterações na estrutura e na função cardíaca do indivíduo, ocorrendo o acúmulo do tecido adiposo, favorecendo doenças cardíaca coronária, insuficiência cardíaca e morte súbita por causa de seu impacto sobre o sistema cardiovascular. Induzindo a baixa expectativa de vida já na infância.

Em suma, os desafios do combate a obesidade infantil no Brasil parte dos maus hábitos alimentares das famílias. Portanto, é necessário que os postos de saúde familiar (PSF), junto com profissionais da área de nutrição, promovam palestras mensais nos pontos de atendimento, com a finalidade do planejamento alimentar nas famílias, procurando conciliar a rotina moderna e prevenção a obesidade infantil.