Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 04/07/2018

Relativo à obesidade infantil, é possível afirmar que o número de crianças obesas vem crescendo no Brasil, tendo em vista não só a má alimentação como também o sedentarismo como sendo as principais causas. Desse modo, medidas deverão ser tomadas, pois, do contrário, os pequenos poderão ser prejudicados com problemas físicos, emocionais e psicológicos em seu desenvolvimento.

No que se refere ao excesso de peso em indivíduos infantis, é evidente que determinados hábitos alimentares podem acarretar malefícios no desenvolvimento físico das crianças. Segundo Ravagnolli “Pela primeira vez na história, as crianças têm uma expectativa de vida menor que a de seus pais por conta de uma alimentação inadequada”. Esses indivíduos, por estarem em fase de crescimento, muitas vezes preferem alimentos mais prazerosos à pratos mais saudáveis, entretanto nem sempre os petiscos escolhidos fazem bem à saúde. Essa atitude pode ocasionar o surgimento de problemas cardíacos, pressão alta e até riscos de desenvolver diabetes.

Além disso, observa-se que o sedentarismo pode provocar o aumento de peso nos indivíduos mais jovens. Crianças que não praticam exercícios físicos têm uma tendência à acumular triglicerídeos no organismo, uma vez que a atividade física elimina boa parte da gordura obtida no corpo, e, com isso, surgem as “dobrinhas”. Devido à falta desse hábito, os pequenos podem ser vítimas de piadas de mal gosto ou serem desprezados pelos colegas, em razão de sua aparência física, propiciando o surgimento de baixa autoestima e, se não houver supervisionamento, depressão.

Em decorrência disso, cabe à mídia e às instituições sociais a tarefa de reverter esse quadro. A mídia, fazendo o uso de programas educativos que conscientizem quanto às consequências da obesidade na mais tenra idade além da abordagem desses casos em novelas. Por fim, a família e a escola sendo as instituições sociais principais na vida do ser humano devem atuar, também, para a redução de casos de excesso de peso em crianças: a família, fazendo o uso de diálogos e monitoramento em relação a alimentação; e a escola, disponibilizando palestras e projetos quanto aos riscos do sedentarismo infantil garantindo uma vida mais saudável à essas crianças. Afinal, já dizia Platão: “O importante não é viver, mas viver bem”.