Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 06/07/2018

Segundo a Escola de Frankfurt criada por Adorno e Horkheimer, a indústria cultural incentiva o consumismo e impõe hábitos por meio do aparato propagandístico. Desse modo, a rotina alimentar dos indivíduos é influenciada e esses são levados a cultura do “Fast Food”, na qual há o exagerado consumo de comidas industrializadas responsáveis por promover o aumento da obesidade infantil.

Primeiramente, é válido apontar que a sociedade capitalista contemporâncea leva os seres a não possuírem tempo para hábitos saudáveis em sua estrutura familiar, dessa maneira, os pais passam a ser negligentes em relação à alimentação dos seus filhos. Em segundo lugar, convém enfatizar o fato de as crianças tornarem-se viciadas nos aparelhos eletrônicos como os smartphones e os vídeo games, de forma a absterem de brincadeiras e esportes semelhantes às atividades físicas que evitam e diminuem o excesso de peso. Alia-se a tais fatores, a falta de informação e acesso à pediatras e nutricionistas nas redes públicas de saúde para auxiliar acerca de doenças como diabete, hipertensão e colesterol alto ocasionadas pela obesidade.

Nesse contexto, cabe ressaltar a tese da tábula rasa elaborada por John Locke, na qual o ser humano é uma tela em branco moldada a partir de experiências. De maneia análoga, o consumo de alimentos industrializados em conjunto ao sedentarismo citados anteriormente promovem a inserção cada vez mais frequente de uma cultura hedonista no sentindo alimentar, em que há o exagero na ingestão de comida sem pensar nas consequências, desse modo, o indivíduo é moldado a seguir tal aspecto cultural e a formar um futuro de adultos obesos que desencadeam impasses na saúde pública. E também, vale destacar que as crianças afetadas pelo excesso de peso sofrem bullying e dificuldades de inserção social, de modo a criarem experiências negativas.

Cabe evidenciar, portanto, a necessidade de melhorias para a implementação de uma cultura mais saudável. Assim, é preciso que o Ministério da Educação e o Ministério da Saúde capacitem pediatras e nutricionistas para atuarem mensalmente de maneira gratuíta nas escolas, a fim de acompanharem crianças que apresentem obesidade para terem acesso ao devido tratamento médico, e também, é necessário o convite das instituições educacionais à autoridades no assunto, como o doutor Drauzio Varella para realizar palestras entre os discentes e suas respectivas famílias, visando alertar sobre os efeitos negativos do exagerado consumo de industrializados e a importância das atividades físicas para evitar o excesso de peso. Com isso, evitar-se-á as influências negativas da indústria cultural.