Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 16/08/2018
A partir da Primeira Revolução Industrial, iniciada no século XVIII, a humanidade passou a dispor de tecnologias, como alimentos processados, que, nos dias de hoje, são grandes facilitadoras da vida moderna. No Brasil, não foi diferente, visto que, hodiernamente, é perceptível os impactos que os conhecidos “fast foods” (comida rápida) causam na sociedade; dentre eles se destaca o desafio do combate à obesidade infantil . Isso se dá, principalmente, em virtude do não incentivo ao consumo de alimentos saudáveis por parte dos pais, aliado ao sedentarismo moderno.
Em primeiro plano, é possível afirmar que, na visão dos pais, o alimento comprado já pronto é bem mais prático que aquele preparado em casa, tendo em vista a sua ágil rotina. Entretanto, esse pensamento é um grande equívoco, visto que, nos tempos atuais, o exagerado consumo de “fast foods”, combinado com a ausência de exercícios físicos, leva ao sobrepeso dos pequenos, podendo desenvolver outras doenças, como hipertensão, colesterol alto e diabetes. Prova disso é a pesquisa realizada pela BBC Brasil, segundo a qual, até 2025, no Brasil terão mais de 11 milhões de crianças obesas. Com isso, observa-se que, caso nada seja feito, a tendência é que a expectativa de vida desses indivíduos seja reduzida em relação à dos pais.
Nesse aspecto, o direito à saúde das crianças - assegurado pela Constituição de 1988 - é desrespeitado em razão de ser apresentado apenas teoricamente, o que comprova a escassez da presença estatal e dos responsáveis pelos menores nas medidas preventivas e no combate à obesidade infantil. Sob esse viés, assim como cita o físico e iluminista Isaac Newton, um corpo não altera seu estado caso não haja a presença de uma força externa para isso. De modo análogo, essa situação problemática só será resolvida com uma urgente e planejada interferência do Estado e dos pais, por meio da proposta abordada a seguir, com o intuito de garantir a saúde às crianças.
Dentro dessa lógica, para resolver o problema supracitado, cabe ao Ministério da Educação, aliado às esferas estaduais e municipais, elaborar um projeto educacional que introduza em todas as escolas do país um evento semanal de reeducação alimentar, incluindo pais e alunos, com o objetivo de garantir o bom desenvolvimento e bem-estar das crianças. Isso será feito por meio da escolha de um dia da semana, em que haverá uma nutricionista receitando uma dieta equilibrada, rica em nutrientes, sob acompanhamento dos pais no local, além da disponibilização da venda de alimentos saudáveis, como frutas, sopa de legumes e saladas variadas. Assim, por meio dessa alternativa, não existirão mais obstáculos para erradicar a obesidade infantil no Brasil, logo, esse não será mais um problema.