Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 11/07/2018
Para o sociólogo Jean Pierre-Poulain o ato alimentar não é somente biológico, ele é também uma representação concreta dos valores mais fundamentais de uma cultura ou época. Nesse contexto convém a análise de como o sedentarismo proveniente da tecnologia, e o sistema capitalista contribui para a perpetuação da obesidade infantil no Brasil.
Primeiramente, é válido observar que o aumento da obesidade tem ligação direta com a evolução humana. Na medida em que o ser humano foi criando maneiras de um objeto realizar funções pra si, foi acontecendo a sedentarização do mesmo e tal aspecto vem afetando as crianças. Atualmente, controle remoto, celular e vídeo game parecem mais atraentes do que correr, pedalar ou nadar some-se a isso uma alimentação mal balanceada e multiplique com a falta de tempo dos pais, o resultado esperado nessa equação é apenas um: um geração de crianças com obesidade e problemas de saúde.
Contudo, ainda há outro entrave que contribui para a potencialização da problemática. No atual sistema capitalista brasileiro, é notório que as pessoas possuem cada vez menos tempo pra se dedicarem á questões que julgam desnecessárias apesar de não serem visto que 1 em cada 3 crianças brasileiras está com excesso de peso. Tal pressa no mundo adulto reflete negativamente nas crianças que são completamente dependente de seus pais para realizarem sua alimentação.
É evidente, portanto, que medidas são necessárias para solucionar a problemática. Desse modo o Ministério da Saúde e Educação (MEC) deveria criar postos de atendimento em cada bairro para crianças, sendo obrigatório a inscrição de todas elas, com um atendimento com especialistas da área alimentar, para que seja alertado aos pais sobre algum problema alimentar que a criança possa ter e para que o problema seja solucionado antes mesmo de existir, a fim de que o tecido social se desprenda de certo tabus para que não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.