Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 11/07/2018

Vilões da obesidade

Açúcares. Sais. Realçadores de sabor. Espessantes. Esses são alguns dos ingredientes presentes nos alimentos ultraprocessados da população brasileira, responsáveis por deixar o alimento mais atrativo e viciante ao paladar. Nos últimos anos o aumento de crianças e adolescentes com sobrepeso está causando uma grande preocupação entre as famílias, uma vez que as consequências vão muito além da aparência.

Em primeiro lugar é importante ressaltar que a obesidade é a consequência e não a causa do sobrepeso, visto que ela é causada por vários fatores, entre eles a má alimentação e a falta de exercícios. Entretanto, os responsáveis pela má alimentação não são os familiares e sim as próprias empresas alimentícias que utilizam de certos ingredientes e brindes para atrair o olhar infantil. Prova disso é o documentário americano, A dieta do palhaço, o qual relata o consumo exagerado de “fast foods” e industrializados nas ruas e até mesmo nas escolas e denuncia as várias maneiras que as empresas utilizam para induzir as crianças a comerem.

Da mesma maneira, é de suma importância estimular os pequenos a praticar exercícios, seja pulando, correndo ou jogando. De acordo com pesquisas, uma criança tem que gastar em média 2.200 calorias por semana, o equivalente a duas horas de exercício por dia. Contudo, com a vida corriqueira dos pais e a tecnologia a disposição, as crianças do século XXI estão sujeitas a passarem a maior parte do dia sozinhas na frente de celulares, vídeo games e computadores. Desse modo o risco de sobrepeso aumenta e se não tratado ainda na fase infantil, a criança poderá levar as consequências para toda a vida, como por exemplo, ter diabetes, colesterol alto, problemas respiratórios e na coluna.

Nota - se, portanto, que os vilões da obesidade estão presentes a todo momento, seja na forma de um alimento suculento, seja na forma de uma tarde de vídeo game. Dessa maneira, é importante  que as famílias permitam que as crianças tenham contato com todas as formas de alimentação saudável desde a primeira relação com a comida, e sempre fiscalizem os ingredientes dos industrializados consumidos em casa, a fim de que os pequenos cresçam com um paladar mais risco e menos “viciado”. Além disso, a participação das escolas é de suma importância na fase infantil, pois é através delas que a criança pode encontrar estimulo para exercitar - se, através das brincadeiras de roda e em grupos, para que não somente a criança faça atividades, como também aprenda a viver em sociedade.