Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 15/07/2018
Fast-food e escadas rolantes são dois representantes do mundo pós-industrial: moderno, acelerado e sedentário. Essas características possibilitaram o surgimento de um enorme problema sociocultural que assola a sociedade hodierna, o aumento dos casos de obesidade infantil. Diante disso, tornam-se passíveis de discussão os principais fatores relacionados ao sobrepeso relatado em crianças, principalmente no que diz respeito às doenças relacionadas à obesidade infantil que, no futuro, podem afetar drasticamente as condições de vida da humanidade, e a insistente tendência de tratar as ramificações do problema, e não o problema em si.
Segundo dados do Ministério da Saúde, 3 em cada 5 crianças são obesas. É uma informação alarmante visto que as crianças de hoje são os adultos de amanhã e suas ações afetam diretamente o futuro do país e do mundo. Se elas possuem uma alimentação precária e não se exercitam, as chances de desenvolverem diabetes, hipertensão e problemas para engravidar são altíssimas. Dessa forma, a expectativa de vida e a quantidade de novos seres humanos no mundo diminuirão consideravelmente, colocando em risco o futuro da humanidade.
Além disso, atualmente a sociedade trata as consequências da obesidade, e não esta em si. Muito se fala sobre tratamentos para diabetes, por exemplo, e pouco se discute sobre a prevenção ao sobrepeso, o principal causador da doença. Tendo em vista que a obesidade resulta principalmente da combinação de péssimos hábitos alimentares e comportamentais, como dietas pobres em nutrientes e sedentarismo, por exemplo, tratá-los significaria resolver o problema em seu âmago e, portanto, diminuir a ocorrência de diversas doenças cardiovasculares, diabetes e câncer.
Diante do exposto, medidas são necessárias para resolver a problemática supracitada. É imprescindível que o Ministério da Saúde interfira na alimentação escolar, proibindo a venda de frituras nas cantinas e aumentando a variedade de sucos naturais e frutas disponíveis. Assim, um grande passo será dado rumo à alfabetização do paladar, ensinando as crianças a comerem adequadamente. Ademais, é dever do Ministério da Educação ministrar preleções acerca da importância do exercício físico e alterar a grade curricular, colocando mais aulas de educação física a fim de combater o sedentarismo. Quem sabe, assim, será possível combater a obesidade infantil.