Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 16/07/2018

A consolidação da indústria alimentar e os hábitos adquiridos com a popularização de eletrodomésticos, como as TV´s e os computadores, transformaram a maneira pela qual as famílias conduzem o processo nutricional das crianças. Dessa forma, os alimentos ultra processados e o sedentarismo estão contribuindo com o aumento da obesidade infantil, conferindo à essa o status de problema de saúde pública.

Assim, após a Revolução Verde, que possibilitou a produção de alimentos em massa, através do uso de fertilizantes e agrotóxicos, a indústria dos alimentos processados ganhou força na sociedade. No entanto, o caráter capitalista, imbuído da necessidade de lucro, negligenciou os aspectos referentes a saúde nutricional dos produtos. Portanto, a constatação de componentes que pudessem oferecer risco à saúde da população, tais como o excesso de açucares e o glutamato de sódio, não representou obstáculo ao crescimento dessa indústria. Em decorrência de tal negligência, os alimentos processados passaram a fazer parte do cotidiano das pessoas. Convém ressaltar que, o público infantil será altamente prejudicado pelo consumo desses alimentos, pois estão em fase de maturação sensitiva e suscetíveis ao vício, e caso não haja um acompanhamento, tal fato levará à obesidade.

Porém, a obesidade infantil não justifica-se apenas pelo consumo de alimentos pobres nutricionalmente. Também, o sedentarismo constitui uma força motriz desse problemático fenômeno. Contudo, tal questão diz respeito à hábitos culturais desenvolvidos de acordo com as aquisições tecnológicas. Sendo assim, o uso excessivo de eletrodomésticos que não estimulam movimentos corporais, fundamentais para uma boa saúde, poderá levar à obesidade precoce. Logo, uma reflexão coletiva é importante para desenvolver um pensamento crítico quanto às tecnologias que são constantemente incorporadas ao cotidiano.

Portanto, mudanças recentes na sociedade, como a popularização dos televisores e computadores, além do consumo de alimentos ultra processados, estão levando à obesidade infantil. Visto que, problemas respiratórios, pressão alta e colesterol alto são consequências de tal condição, o Estado precisa reconhecer abertamente esse fenômeno como questão de saúde pública. Além disso, cabe ao MEC promover aulas sobre o tema, com pais e alunos, visando a conscientização dos hábitos alimentares e de lazer. Também, é muito importante que a ANVISA faça uma regulamentação sobre as indústrias alimentares, com intuito de diminuir os componentes que oferecem risco dos produtos comercializados. Dessa maneira, a sociedade poderá contar com as futuras gerações saudáveis e dispostas ao exercício pleno de sua cidadania.