Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 18/07/2018
Funcionando conforme a primeira lei de Newton, a lei da inercia, a qual afirma que um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força suficiente atue sobre ele mudando o seu percurso, a questão da obesidade infantil no Brasil é um problema crescente que persiste há algum tempo. Com isso, ao invés de funcionar como força suficientemente capaz de mudar o percurso dessa problemática, da permanência para a extinção, a combinação dos fatores familiares e publicitários contribuem com a situação vivida atualmente por esses indivíduos.
Historicamente, no Brasil, a mulher vem mudando sua posição no quadro social, a responsabilidade de cuidar dos filhos e da casa não é mais sua única função, por conseguinte, a obesidade infantil pode ser associada, em vários casos, com o fato de que hoje, pela configuração social, as mães e/ou responsáveis pelas crianças, estão, gradativamente, trocando o hábito de cozinha uma comida nutritiva e natural por alimentarem os menores com alimento ultraprocessados que são de rápido preparo como sopas prontas, embutidos e sucos de caixa. Demais, segundo Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele, assim sendo, os maus hábitos alimentares dos adultos colaboram com a persistência do problema, já que a criança é educada, também, com exemplos.
Outrossim, o papel da publicidade no comportamento alimentar da criança também deve ser levado em consideração, tendo em vista, que ele é facilmente influenciável. Assim, propagandas publicitárias de alimentos com altos índices de açúcar, sódio e gordura apresentados de maneira lúdica com músicas e personagens infantis, tornam inviável a mudança do trajeto do excesso de peso da infância da permanência, que segundo dados do Ministério da Saúde são de 5 em cada 9 crianças, para a extinção. Parafraseando o pensador Gandhi que disse que o futuro dependerá daquilo que fazemos no presente, vale salientar, que a criança com peso elevado hoje, é um forte candidato a ser um adulto doente amanhã, fato que influenciará sua própria vida e a vida das demais pessoas do seu convívio.
Dessarte, a necessidade de medidas que realizem a mudança desse curso é evidente. Logo, ao Ministério da Saúde, em parceria com a mídia, o quarto poder, cabe incentivar, por meio de programas de culinária saudável e prática na televisão aberta, o ato de cozinhar em casa. De mais a mais, os poderes Público e privado, tem o dever de conscientizar os adultos dos seus hábitos alimentares, através de oficinas e palestras em seus locais de trabalho, para que possam dar bons exemplos ao menores. Ademais, é papel do poder Legislativo, a criação de uma lei que proíba o uso de artifícios lúdicos em propagandas de alimentos direcionados ao público infantil para que não sejam persuadidos a consumir tal alimento. Assim, família e publicidade serão s força capaz de mudar esse percurso.