Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 20/07/2018
De modo análogo ao fictício universo das princesas, em que Branca de Neve adoece após consumir uma maçã envenenada, jovens brasileiros - assíduos consumidores de maléficos alimentos, como doces e frituras - vêm apresentando uma lamentável evolução nos índices de enfermidades, como a obesidade, relacionadas à questão nutricional. Nesse prisma, é crucial colocarmos uma lupa sobre os desafios do combate à obesidade infantil, mirando ações afirmativas que visem aplacar tal mazela.
Em primeira instância, é imperioso nos debruçarmos sobre o alto consumo de alimentos produzidos por redes de “fast-food. Sob tal perspectiva, cabe ressaltar o alto poder de persuasão - como retratado no filme “Fome de Poder”, que narra a história da multinacional MC Donald’s - das estratégias publicitárias do ramo alimentício, que, com apelativos comerciais, induz, principalmente, os jovens à excessiva ingestão de alimentos maléficos à saúde humana. Some-se a isso o baixo nível de instrução dos pais brasileiros, que, obedecendo a todas as ordens de seus filhos, contribuem com a consumação de calóricos pratos. Logo, é fundamental que os brasileiros atentem-se com relação às estratégicas manobras das redes do setor alimentício, dado que elas corroboram a perpetuação desse triste cenário.
Outrossim, o alto nível de sedentarismo contemporâneo reafirma a ascensão da obesidade infantil. Nesse viés, destaca-se que a constante evolução da internet e dos jogos eletrônicos vêm ocasionando o ávido desinteresse dos jovens pelo esporte, fonte de saúde física e mental. Ademais, é valido salientar que as escolas - adeptas ao modo arcaico de ensino, com duradouras horas de aulas em ambientes fechados - não cumprem, totalmente, com a responsabilidade de educar os jovens, uma vez que elas preocupam-se com a majoração de seus níveis intelectuais, mas omitem a necessidade de educar os corpos dos alunos. Por conseguinte, faz-se contundente uma minuciosa análise perante os modernos valores sociais, sejam relacionados à dependência virtual, sejam ligados às atuais práticas das instituições de ensino.
Infere-se, em suma, que inúmeros setores da nação verde e amarela contribuem ao avanço da obesidade infantil. Destarte, torna-se ponderável que o Ministério da Educação, em face das escolas públicas e privadas, reformule o atual sistema de ensino nacional, adicionando maiores períodos de educação física, tão importantes à saúde dos jovens estudantes. Para mais, a Câmara Federal de Deputados pode sancionar uma lei que proíba comerciais do ramo alimentício em horários televisivos infantis, haja vista que as crianças alvos fáceis no que diz respeito à manipulação psicológica. Somente sob tais pontos de vista, o Brasil dará passos mais rápidos na fuga dos causadores da obesidade infantil, propiciando infâncias mais saudáveis aos jovens canarinhos.