Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 20/07/2018
Conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a obesidade é um dos maiores desafios de saúde pública no século XXI. Consoante a esse fato, cada vez mais crianças estão sofrendo com problemas físicos e psicológicos causados pelo sobrepeso. Nesse sentido, é preciso entender as verdadeiras causas da obesidade infantil para solucionar esse obstáculo.
A inserção da mulher no mercado de trabalho, durante a segunda guerra mundial, teve grande influência na alimentação familiar. Culturalmente, a matriarca era responsável pelo cuidado do lar e, dentre as atividades exercidas, preparava comidas naturais e saudáveis. Em contrapartida, atualmente, os indivíduos vivem uma rotina acelerada, tal como menciona Zygmunt Bauman em sua obra “modernidade líquida”. Como consequência, muitas pessoas recorrem aos “fast-foods”, que são alimentos ultraprocessados e ultracalóricos, pela praticidade de preparo. Esse estilo de vida é um problema ainda maior para as crianças, visto que as grandes indústrias alimentícias, como o Mc Donald’s, investem em propagandas para atrair esse público, de forma a escravizar o paladar dos indivíduos desde a infância.
Somando-se á isso, o sedentarismo é outro fator que contribui para o aumento do sobrepeso hoje em dia. Nesse contexto, a insuficiente prática de exercícios físicos entre as crianças têm relação direta com a popularização dos eletrônicos no período pós revolução industrial. Isso se deve ao fato de que as brincadeiras que envolvem movimento corporal foram sendo substituídas por jogos em celulares, computadores e videogames.
Tendo em vista que a obesidade pode provocar o surgimento de vários problemas de saúde como diabetes, cardiopatias, hipertensão e colesterol alto, torna-se evidente a necessidade de medidas para reverter esse quadro. Logo, é fundamental que vários setores sociais se juntem para obter resultados efetivos. Assim, cabe ao Ministério da Saúde estimular atendimentos nutricionais às crianças, através da contratação de profissionais especializados e sessões gratuitas, a fim de promover uma reeducação alimentar que respeite as particularidades anatômicas e socioeconômicas de cada indivíduo. Ademais, a escola, junto à família, devem se comprometer em seguir as recomendações alimentares desses profissionais, além de incentivarem a prática esportiva desde a infância. Somente assim, a profecia de uma futura geração adulta doente não se realizará.