Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 23/07/2018

No que diz respeito à obesidade, destaca-se os Estados Unidos, com a maior parte da sua população obesa. No Brasil, essa realidade não é diferente, entretanto, esse fenômeno atinge, cada vez mais, as crianças, representando um desafio a ser enfrentado, de forma mais organizada na sociedade brasileira. Dessa forma, é necessário avaliar os motivos que contribuem para o aumento, infelizmente, da obesidade infantil, para assim, combatê-la.

De início, cabe salientar que os hábitos familiares são uma das causas do sobrepeso infantil. Segundo Émile Durkheim, o fato social refere-se a forma de agir, pensar e sentir, que se generalizam em todos os membros de uma comunidade. Observa-se que a alimentação irregular pode ser encaixada na teoria do sociólogo, visto que, se uma criança vive em uma família, a qual come, de forma excessiva, “fast foods”, batatas fritas, doces, ingere muito refrigerante e não valoriza, na maior parte do seu dia, uma alimentação saudável associada à exercícios físicos. Por conseguinte, esse indivíduo tende a gostar do mesmo comportamento e aderi-lo, por causa do convivência, do exemplo familiar e por ser um hábito naturalizado no seu cotidiano. Logo, a criação das crianças está, diretamente, condicionada ao desenvolvimento da obesidade infantil.

É notório, ainda, que o precoce uso das mídias eletrônicas incentiva o sedentarismo, cujo prejuízo interfere na qualidade de vida das crianças. Sabe-se que o celular, os jogos online, as redes sociais, o playstation - videogame - referem-se as novas formas de entretenimento infantil. Dessa maneira, as crianças ficam mais tempo em casa, divertindo-se sentadas no sofá ou deitadas na cama. Posto isto, há a redução, cada vez mais, do interesse dessa geração por praticar exercícios, mormente ao ar livre, tendo a única oportunidade de exercitar e movimentar o corpo nas aulas de educação física. De acordo com o Ministério da Saúde, 10,5% dos adolescente não praticam atividades físicas regularmente. Assim, o sedentarismo tem como uma das consequência o favorecimento do sobrepeso, uma vez que a crianças não gasta toda a energia por ela consumida.

Fica claro, portanto, que a obesidade infantil ainda requer ações mais efetivas para ser combatida. Nesse sentido, o Governo Federal deve criar projetos de saúde pública para efetivar a educação alimentar, por meio do Ministério da Saúde, com a disponibilização de nutricionistas nas Clínicas da Família, com a proposta de auxiliar na alimentação saudável durante a gestação e ajudar na nutrição de crianças entre 0 e 5 anos, além de dispor um cardápio e merendas saudáveis nas escolas públicas. Espera-se com isso, proteger as crianças da exposição à alimentos não benéficos. Dessa maneira, será possível minimizar, gradativamente, a problemática.