Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 25/07/2018

No filme norte-americano “O Primeiro Mentiroso”, o protagonista Mark é constantemente perturbado por problemas oriundos de sua má alimentação quando criança. Saindo das telas a realidade não é muito divergente. Além do mais, isso não é um problema individual, mas sim de saúde pública.

A autoestima e a obesidade são razões inversamente proporcionais. Não só a piora da qualidade de vida, e as altas chances de doenças degenerativas como diabetes, pressão alta e afins, a obesidade infantil pode causar bullying, e por conseguinte, distúrbios psicológicos. Mas ainda, a escassez de atividades físicas e os alimentos industrializados, são grandes impulsadores dessa mazela.

Criado na década de 1950, nos Estados Unidos, o “fast-food” (“comida rápida”) consumido frequentemente prejudica a educação alimentar saudável que deve-se dar às crianças. Contudo, a má alimentação não é a única causa do problema. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma criança deve praticar cerca de 5 horas de atividades físicas por semana, entretanto há relatos de crianças totalmente sedentárias, alavancando assim, maiores chances para a obesidade.

Fica claro, portanto, que a obesidade infantil é grave e preocupante, por isso medidas devem ser tomadas para resolver a questão. O Ministério da Educação (MEC) deve regularmente disponibilizar alunos do último período de psicologia e nutrição, para fazerem palestras com os alunos do ensino fundamental, sobre os malefícios, causas e efeitos de alimentos industrializados, com a finalidade de promover uma reeducação alimentar. E a OMS, juntamente com o MEC, deve proporcionar nutricionistas e educadores físicos para as escolas, a fim de orientar e fazer um acompanhamento com crianças do ensino fundamental, com o propósito de identificar e resolver, possíveis casos de obesidade. Dessa maneira, podemos deixar a melancolia dentro das telas de cinema, e prosseguir com uma sociedade mais próxima do ideal.