Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 23/07/2018

A necessidade marxista

Na segunda guerra mundial, por necessidade, a mulher foi inserida no mercado de trabalho, uma vez que os homens estavam nos campos de batalha. Nesse contexto, a opção por comidas rápidas e práticas começou a se difundir. Hodiernamente, essa preferência ficou maior, ocasionando a problemática da obesidade infantil, amplamente discutida. No que tange ao combate dessa mazela, dois obstáculos fazem-se relevantes : a cultura alimentícia ruim e o forte sedentarismo das massas.

Primeiramente, convém destacar como os hábitos alimentares interferem nessa questão. Segundo o filósofo Karl Marx, o consumo reproduz a necessidade. Acerca disso, o modelo de sociedade atual - que é pautado pela economia do tempo - associado ao incentivo do consumo de ‘‘fast-foods’’ pela mídia gera a impressão de que esse tipo de comida é a solução. Por conseguinte, o alto consumo desses alimentos hipercalóricos leva ao quadro do sobrepeso, principalmente na faixa etária mais suscetível à manipulação midiática: as crianças.

Além dessa questão, o  grande sedentarismo dessa parcela infantil da população também se faz relevante. No século XXI, com o desenvolvimento da tecnologia, há um protagonismo cada vez maior dos celulares e computadores nos momentos de lazer das novas gerações. Dessa forma, a prática de exercícios é negligenciada, principalmente pelas crianças. Com efeito, segundo dados do Pnud, cerca de 70% da população infantil brasileira é sedentária. Como consequência, não há um gasto calórico dos alimentos consumidos ao longo dos dias, resultando no acúmulo de gordura.

Portanto, diante do quadro da alimentação desregrada e do forte sedentarismo presente na sociedade, medidas devem ser tomadas. O Poder Judiciário deve propor uma política pública de reeducação alimentar nas escolas. Isso deve ocorrer por meio da realização de palestras com profissionais da área de nutrição e com a criação de cardápios alternativos saudáveis para os momentos de intervalo. Ademais, a família deve motivar os filhos a praticar exercícios, matriculando-os em programas que envolvem tais atividades. Dessa forma, a obesidade infantil será amenizada e o consumo de ‘‘fast-foods’’ gerado pela necessidade, como prevê  Karl Marx, será reduzido.