Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 25/07/2018
É indubitável que, com a globalização, a sociedade tangenciou os hábitos alimentares saudáveis, dando-se demasiada preferência aos alimentos industrializados, altamente calóricos, sendo tal prática difundida de geração a geração. Hodiernamente, vê-se os reflexos disso no alto índice de obesidade infantil nas cidades e, nesse contexto, vale ressaltar a ausência de atividades físicas e a influência publicitária, que dificultam a resolução dessa problemática, configurando-se um grave problema social.
Consoante Hipócrates, o pai da medicina ocidental, “se existe uma deficiência na alimentação e no exercício físico, o corpo adoecerá”. Sob tal ótica, observa-se a importância do equilíbrio entre uma nutrição correta e as práticas esportivas, constatada por Hipócrates há milênios. É cada vez mais comum que crianças passem o dia em jogos virtuais, computadores e celulares, perpetuando a cultura do sedentarismo, fato alarmante para a saúde pública do país. É necessário incentivar os jovens desde cedo para que não cresçam obesos e, nisso, a família tem papel fundamental, instruindo acerca das doenças que o sobrepeso pode acarretar, além dos prazeres presentes nas práticas desportivas.
Em paralelo, no ano de 2010, a OMS ( Organização Mundial da Saúde) recomendou a redução da exposição de crianças à propagandas de alimentos calóricos. Não obstante, permanecem suscetíveis à comerciais de “fastfoods” e comidas industrializadas, direcionados à elas de forma extremamente persuasiva. Ainda segundo a OMS, 41 milhões de crianças são obesas no mundo, e a publicidade infantil tem grande papel nessa questão, pela ausência de senso crítico de grande parte desse público-alvo.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para cessar o aumento da obesidade infantil na contemporaneidade. É imperioso que o Ministério da Saúde, em conjunto com o Ministério da Educação, promova campanhas esportivas nas escolas, realizando campeonatos e aulas como ginástica, judô, ballet e handebol, ministradas por atletas, a fim de despertar o interesse das crianças pela atividade física. Outrossim, cabe ao CONAR (Órgão Nacional de Autorregulamentação Publicitária) criar diretrizes com o intuito de limitar o conteúdo de propagandas que possam servir de má influência na saúde alimentar dos jovens, aplicando multas às empresas que não cumprirem. Sob tal perspectiva, poder-se-à criar uma cultura de hábitos saudáveis, pois como afirmou Platão: “o importante não é viver, mas viver bem”.